1. O FC Porto foi ao Estádio do Bessa golear o Boavista e reforçar o primeiro lugar. Foi mais uma demonstração clara da força e da vontade desta equipa. Só um FC Porto muito determinado e confiante poderia conquistar esta vitória. O apoio que veio das bancadas foi impressionante e revela o poder e a força do clube.

2. O resultado foi gordo mas não se pense que foi um jogo fácil. O Boavista demonstrou que está num bom momento e que tem uma boa equipa. Vendeu cara a derrota e trouxe de volta os bons velhos derbys da cidade Invicta. Rasgadinhos, intensos, quase disputados corpo a corpo. Sem tréguas. Sem paragens.

3. A vitória foi justa, apesar de difícil e muito valorizada pelo desempenho do adversário. A primeira parte foi equilibrada, com o Boavista a conseguir boicotar a habitual boa organização ofensiva do FC Porto. A luta no meio campo impediu quase sempre as saídas organizadas para o ataque o que levou a que a bola pouco lá chegasse. Na segunda parte, o FC Porto conseguiu corrigir e ultrapassar a pressão axadrezada e o jogo começou a sair mais fluído. No entanto, foi a qualidade individual dos jogadores portistas que desequilibrou a partida e que permitiu chegar à vitória.

4. A defesa esteve sólida e segura, mas com os laterais menos ofensivos do que o costume. O meio campo carregou a equipa e lutou até à exaustão. O Danilo e o Herrera, além da generosidade e da valentia, têm cá uns pulmões! O ataque, esse, está insuperável. Brahimi, Marega, Aboubakar e, até, Corona, formam, de longe, o melhor e mais completo ataque deste campeonato. Não há outro conjunto de jogadores nas outras equipas que tenha a capacidade e a qualidade deste quarteto fantástico do FC Porto. São as assistências e são os golos, é a magia desarmante e é a capacidade física de se impor e massacrar as defesas adversárias. Até rebentar com elas.

5. Este jogo foi uma excelente propaganda ao nosso campeonato. E, acima de tudo, mostrou aquilo que ele poderia ser se houvesse verdade e se houvesse justiça (mesmo com erros do árbitro, que os houve). Se não houvesse quem queira ficar com tudo e que para isso não se importe de se impor à força e por meios que não são legítimos. Condicionando tudo e todos os que lhes possam servir. E se as entidades que o dirigem não tomassem posição por um dos lados. Sim, os timings das denúncias ou das decisões são importantes, não são inócuos e têm leituras.
O ar está um bocadinho mais respirável. Mas ainda falta tanto!

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