1. O FC Porto é a melhor equipa deste campeonato. Tal como afirmou Jonas há umas semanas atrás. Julgo que depois da exibição de sexta-feira e depois da exibição em Alvalade ninguém tem dúvidas sobre tal facto. A maneira como o FC Porto reagiu à boa entrada do Benfica e depois a forma como dominou, encostou e, até, massacrou o adversário, deixam pouca margem a opiniões diferentes. Em jogo jogado há, pelo menos, oito pontos a separar estas duas equipas.

2. O excelente jogo que o FC Porto fez frente ao Benfica merecia outro resultado. Foram 75 minutos de total domínio, muitas vezes asfixiante, em que as oportunidades foram aparecendo, umas atrás das outras, mas que os avançados do FC Porto não souberam aproveitar e finalizar, pelo menos, uma delas. Esta ineficácia no momento da concretização acaba por custar a vitória nos dois clássicos até agora disputados e nos quais o FC Porto foi claramente superior mas não conseguiu materializar essa superioridade em golos e em mais pontos do que os adversários.

3. Quando regressou ao Dragão no início da época poucos acreditavam no sucesso de Marega. O próprio treinador avisou- o que ele partia atrasado em relação aos seus colegas. Mas o patinho feio rapidamente se transformou na fera que hoje encanta os adeptos do FC Porto. Marega significa agora raça, trabalho, bravura, velocidade, potência, capacidade física, profundidade, golo. É o jogador que todos querem ver jogar e de quem todos tiveram saudades enquanto esteve lesionado. No jogo contra o Benfica podia ter saído em ombros do Dragão pelo que jogou e pelos golos que podia ter marcado. Mas não esteve feliz. Acontece aos melhores e àqueles de quem mais se espera. Mas de uma coisa podemos ter a certeza: ele pode ter falhado, mas, ao contrário de outros, não falhou de propósito.

4. Quem falhou com estrondo e sem desculpa foi a equipa de arbitragem. Todos eles. Jorge Sousa, Hugo Miguel, Álvaro Mesquita e Nuno Manso tiveram decisões que influenciaram, inclinaram e inquinaram o clássico. Claramente em desfavor do FC Porto. A eles também se fica a dever o nulo do Dragão. Dois penaltis, uma expulsão e um golo mal anulado são erros a mais e para o mesmo lado por parte de quem tem a obrigação de ser isento, equilibrado, equidistante. É uma vergonha para o melhor árbitro português (pelo menos foi o primeiro classificado na época passada) ter assinado aquela arbitragem miserável, inclinada e parcial. Os árbitros são parte do jogo e por isso são passíveis de críticas, tanto como os jogadores ou treinadores. E a realidade é que, se houvesse verdade desportiva, nesta altura o Benfica estava mesmo a oito pontos.
Na sexta-feira tive vergonha de partilhar com aquela gente o gosto pelo futebol.

5. Depois de quatro épocas e meia a beneficiar sempre o mesmo e a prejudicar o de sempre, e exponenciado pelas arbitragens dos dois últimos jogos do FC Porto, os árbitros portugueses deixaram de ter condições para arbitrar na I Liga. Pare se ser juiz é preciso ter uma imagem de credibilidade, isenção e respeito que os árbitros portugueses já não têm. Os vouchers foram o primeiro rombo na respeitabilidade da classe (comeram e calaram durante anos). Os emails entretanto revelados destroçaram por completo a sua credibilidade.
Está na hora, portanto, de chamar árbitros estrangeiros para arbitrarem os jogos da I Liga portuguesa. Já sabemos que eles vão tomar decisões erradas e por vezes incompreensíveis. Mas tenho a certeza quase absoluta de que não o farão sempre em benefício ou prejuízo dos mesmos.

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