1. O FC Porto termina esta primeira volta na liderança isolada do campeonato e é considerada, unanimemente, a melhor equipa. São 45 pontos (mais sete do que na época passada) arrecadados de forma invicta e a que se soma o melhor ataque e a melhor defesa. O futebol praticado é de alta qualidade e é jogado de forma intensa, determinada e sempre com os olhos na baliza adversária. Aboubakar e Marega, com 14 golos cada um, são os seus melhores marcadores.

2. A época do FC Porto tem sido marcada pela criação externa e artificial de obstáculos intransponíveis ou que, na melhor das hipóteses, seriam verdadeiros testes de fogo à sua capacidade. Primeiro era o início dos jogos oficiais, depois era o teste internacional, mais tarde o plantel curto, depois as lesões e os castigos. Mesmo sem ter de provar nada a ninguém, a equipa portista foi derrubando todas e cada uma destas barreiras e impôs-se como o mais forte candidato ao título e como equipa capaz de lutar por todas as competições a que se propôs desde o início da temporada. Aliás, mais cedo, no dia 8 de Junho de 2017, com a chegada de Sérgio Conceição.
Era justo reforçá-la.

3. Por tudo isto, esta equipa merece o apoio incondicional dos sócios, adeptos e simpatizantes do FC Porto. É uma equipa que honra a história e o nome do clube: nunca vira a cara aos desafios, nunca desiste de lutar.
Os adeptos querem muito voltar a celebrar conquistas e sentem que esta equipa lhes pode devolver a alegria das vitórias. Por isso se deslocam em massa a cada estádio onde jogue o FC Porto, por isso o Dragão vai batendo recordes de assistência.
Mas essa vontade de ganhar não se pode transformar em ansiedade e muito menos deixar que ela salte para o relvado. O que foi feito até agora não é garantia de qualquer vitória no final da época mas é a certeza de que esta equipa lutará até ao fim e até à exaustão por essas vitórias.

4. É verdade que ontem assistimos a uma primeira parte desinspirada, precipitada e, a certa altura, algo ansiosa, talvez ainda sob o efeito dos acontecimentos do jogo com o Feirense. Mas o início da segunda parte foi arrasador e a exibição retumbante. O Vitória, que tantas dificuldades criou na 1ª parte, foi incapaz de travar a pressão, a dinâmica e a dimensão física desta equipa do FC Porto. Foram 45 minutos de alto gabarito e que garantiram a 8ª vitória consecutiva em todas as competições. Algo que não acontecia desde a época de André Villas-Boas.

5. Ontem ficaram mais três penaltis por assinalar: dois a favor do FC Porto e outro do Vitória de Guimarães. Se o futebol português pugnasse pela verdade desportiva e se já tivesse aderido às novas tecnologias aplicando o sistema de vídeo-árbitro nada disto acontecia. Assim, continuamos a legitimar decisões erradas, com influência directa nos resultados e que facilmente poderiam ser revertidas pelo sistema do VAR.
Aliás, com o VAR a liderança do FC Porto seria ainda mais acentuada. É que as decisões erradas e que tanto prejudicaram a equipa portista na Vila das Aves e na recepção ao Benfica não teriam tido impacto no resultado final, uma vez que essa nova arma tecnológica teria facilmente reposto a verdade desportiva. Até quando fecharemos os olhos às novas tecnologias e vamos continuar isolados nesta nossa jangada de pedra?

Não deixem de me seguir no Twitter em https://twitter.com/jfernandorio