1. O FC Porto agarrou de novo a liderança isolada do campeonato e, desta vez, com um jogo ainda por disputar. Os portistas saíram do Estoril carregando o peso desse jogo inacabado, mas com a vitória frente ao Tondela e com o empate do Sporting em Setúbal, viraram o tabuleiro do avesso e saem desta jornada com a confiança de quem lidera e de quem ainda tem um jogo para aumentar essa vantagem em relação aos seus perseguidores.

2. A vitória por 1-0 sobre o Tondela foi bem complicada. O FC Porto mandou quase sempre no jogo, mas o desperdício de muitas oportunidades, e a consequente incapacidade de dilatar a vantagem, fizeram com que o adversário nunca se desse por vencido. É verdade que o Tondela não fez um remate à baliza de José Sá mas o bom momento que atravessa, a qualidade do seu jogo, a vontade de mostrar serviço e a grande exibição de Cláudio Ramos mantiveram o jogo vivo até ao apito final.

3. A exibição do FC Porto não foi brilhante, mas foi positiva. E ficou muito marcada pela incapacidade de chegar ao segundo golo. Também porque mais uma vez se fez vista grossa a três faltas cometidas dentro da área do Tondela. A verdade é que a equipa do Porto, sem deslumbrar, fez um jogo corrido, com muitas bolas ganhas no meio-campo, com bons lances pelas alas, boas combinações interiores e com muitas e claras oportunidades de golo criadas, mas não concretizadas. Faltou o segundo golo. Estou convencido de que se esse momento tivesse chegado, o FC Porto chegaria a um resultado bem robusto.

4. A 10ª vitória consecutiva do FC Porto assentou, essencialmente, numa entrada forte e concentrada no jogo, que assim voltou a ser intensa e pressionante, e cujo fruto foi a natural chegada ao golo; na concentração defensiva e afinação desse processo defensivo que permitiram que a baliza ficasse em branco ao fim de 5 jogos e 7 golos sofridos; e no grande carácter e vontade de vencer deste grupo de jogadores que deram tudo o que tinham e mereceram a vitória e a liderança isolada.
Já o Sporting empatou em Setúbal porque ainda tinha a cabeça no jogo do Estoril, descurando uma regra-chave do futebol: o melhor é sempre jogar um jogo de cada vez.

5. Nos últimos 20 dias o FC Porto realizou 6 jogos. O que faz uma média de um jogo a cada 3 dias (3.33). O calendário é muito apertado e, felizmente, não vai melhorar até 11 de março, pelo menos. Frente ao Tondela subiram ao relvado os onze jogadores mais utilizados esta época. Se por um lado é sinal de qualidade e da vontade de vencer aquele jogo, por outro, não há como negar que nesta altura os jogos pesam em algumas pernas. E vão pesar ainda mais. Daí que qualquer reforço que chegue a este plantel seja uma boa ajuda, um sinal de vitalidade do clube, para além de premiar quem soube manter-se em todas as frentes até ao momento. Com a chegada de Waris e a contratação de Paulinho, fica apenas a faltar um médio que permita manter o alto nível do 4-2-4. A pensar principalmente nas competições europeias.

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