1. O FC Porto é o líder isolado do campeonato. Na sexta-feira recebeu e goleou o Portimonense por 5-2 e, no sábado, assistiu no sofá ao empate do Sporting em Moreira de Cónegos. Os portistas somam agora sete vitórias em sete jogos, têm dezanove golos marcados e apenas três sofridos. Na próxima jornada deslocam-se a Alvalade para o primeiro clássico da época e para a oitava vitória consecutiva, mas sabendo que, na práctica, jogam com dois resultados possíveis.

2. O grande objectivo do FC Porto é o campeonato e, no ataque, apresentou-se igual a si próprio: intenso, directo, vertical. Demolidor! Raramente tirou o pé do acelerador e destroçou o seu adversário. Mas aqueles dois golos permitidos aos algarvios… Fica a sensação de que qualquer um dos três golos sofridos neste campeonato era, de alguma forma, evitável. O mesmo em relação aos do jogo da Liga dos Campeões.

3. Corona e Ricardo formaram finalmente uma asa direita completa e letal e infligiram os primeiros golpes no adversário. Os golos vieram logo a seguir. O mexicano fez a melhor exibição da temporada e o internacional português pôde mostrar que é um dos melhores laterais da europa. Brahimi, o melhor em campo, espalhou a classe e a magia dos génios. A transbordar de alegria e confiança, o argelino pôs em campo um futebol positivo e entusiasmante. As fintas foram desconcertantes, até para quem as vê, quanto mais para quem tem de as tentar travar. Os golos surgiram com naturalidade.

4. Na frente de ataque, os tanques do costume. Aboubakar e Marega, letais, são capazes de destruir qualquer defesa: quer pelo seu futebol envolvente, quer pela sua perícia, quer pela sua velocidade, quer, ainda, pela sua força. São dois avançados que pelo seu porte físico massacram qualquer adversário mas que também têm a capacidade de, em “souplesse”, resolver qualquer jogo. O primeiro leva seis golos, o segundo já conta cinco. E sem penaltis.

5. O Benfica deu um ar da sua graça e voltou às vitórias frente a uma equipa do Paços de Ferreira das mais fracas de que me lembro. Qualquer outro resultado seria escandaloso. Ainda assim, uma vitória por margem abaixo da média destes confrontos.
O Sporting empatou, muito justamente, com o Moreirense. Depois de algumas vitórias pela margem mínima e obtidas bem perto do final de cada jogo, este empate acaba por surgir, de certa forma, com naturalidade. O Sporting atrasou-se na classificação e acabou por aumentar a pressão sobre si próprio antes de receber o líder na próxima jornada.

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