1. O FC Porto voltou a reagir com uma goleada a um momento menos positivo na Liga dos Campeões. Depois do Portimonense, a vítima foi o Paços de Ferreira. A equipa portista preparou-se muito bem para este reinício de campeonato e deu a resposta cabal que o treinador anunciara de véspera. O FC Porto entrou forte e concentrado no jogo, marcou o 1º golo cedo, podia ter chegado ao 2º logo de seguida mas acaba por permitir o empate num remate de muito longe e em que o guarda-redes escorrega no momento em que se lança para fazer a defesa. Mas a reacção foi imediata e não há muito que atrapalhe esta equipa. As ordens são para atacar desde o 1º minuto e ir sempre à procura do próximo golo. Não existem momentos mortos. Foram seis mas podiam ter sido ainda mais.

2. Este resultado assentou numa exibição colectiva muito forte. A equipa está coesa, trabalha muito, sabe o que tem a fazer e acredita na liderança do treinador. Sérgio Conceição não é homem para receios. Toma decisões e assume-as com coragem. Com isso, não só reforça a sua liderança, como redobra a confiança de cada um dos seus jogadores, a da equipa, a do clube e a dos adeptos.

3. No plano individual também assistimos a exibições tremendas. O Ricardo Pereira é, de longe, o melhor lateral direito a actuar no campeonato português: duas assistências e um golo são apenas o culminar dessa exibição. Curiosamente, o Paços de Ferreira foi a equipa à qual tinha marcado o seu primeiro golo ao serviço do FC Porto, em 2014. Marega e Aboubakar continuam a destruir defesas e marcaram mais 3 golos. O maliano, além de se juntar ao camaronês como melhor marcador da equipa, ainda participou na jogada mais emblemática da partida, ao fazer um sprint de dezenas de metros e vir cortar uma promissora jogada de ataque do Paços. É, sem dúvida, a grande revelação da época! Brahimi e Corona também se exibiram a grande nível. O mexicano marcou um golo e assistiu no de Aboubakar. O argelino assistiu Ricardo no 1º golo, inventa a jogada que termina no 3º, participa no 5º e em quase todas as melhores jogadas de ataque. Ironicamente, o que hoje lhe faz mais falta é alguma dose de individualismo no momento de atirar à baliza. Viu, ainda, ser-lhe negado um golo por corte com a mão do defesa do Paços de Ferreira dentro da área. Manuel Oliveira e Fábio Veríssimo não viram nada.

4. O Benfica continua muito longe das boas exibições. O problema é muito mais colectivo do que individual, pese embora a má planificação da época em termos de contratações, apenas, e só agora, remendada com a maior utilização de Rúben Dias. O resto ainda é um mistério.
Ontem necessitou de dois penaltis para derrotar o último classificado, que até se apresentou remendado. E se o primeiro deles é claro, o segundo não existe de todo. É no que dá nomear um “padre que foi ordenado para rezar as missas do Benfica”. E tantas missas ele tem rezado! Para complicar ainda mais, o lance tem início numa falta clara de Jonas que ninguém quis assinalar. Árbitro, árbitro-assistente, quarto árbitro, vídeo-árbitro…

5. A verdade é que o VAR não podia ajudar muito. Isto porque ontem fomos brindados com mais uma originalidade, daquelas que só acontecem nos jogos do Benfica. A Federação informou que a partir do minuto 66 falharam as comunicações entre Oeiras e a Vila das Aves ou que deixou de haver comunicação entre o árbitro e o vídeo-árbitro… É mais uma novidade e logo outra vez num jogo do Slb. Isto depois de já todos termos percebido que o VAR Fábio Veríssimo tomou a decisão de anular um golo ao Portimonense com base na transmissão da BTV (o que é proibido) e depois de o VAR Vasco Santos não ter visto com dezenas (?) de câmaras o que toda a gente viu a olho nu: a agressão de Eliseu a um jogador do Belenenses. Aquela que foi a mais bárbara agressão cometida até hoje neste campeonato.
Aguardemos pela próxima excentricidade!

É verdade que o tema Benfica já vai longo, mas não posso deixar de registar que as claques do Benfica espalharam mais uma vez o terror à saída de um estádio. Srs. Presidentes do Conselho de Justiça, da Federação Portuguesa de Futebol e do IPDJ, Sr. Secretário de Estado do Desporto, Sr. Ministro: continuem todos a fechar os olhos e depois não venham verter lágrimas de crocodilo. As evidências estão aí e as consequências não deixarão de pesar nas vossas consciências!

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