EM ALTA

SPORTING

Semana em cheio: venceu a Taça da Liga e ascendeu ao 1º lugar da Liga NOS.

É certo que beneficiou de um golo anulado ao FC Porto pelo VAR para chegar à final e de uma grande penalidade precedida de fora de jogo para chegar ao desempate por penáltis.

Também não é menos certo que, para chegar à liderança, ainda que com mais um jogo disputado, beneficiou dos erros de arbitragem que prejudicaram o FC Porto em Moreira de Cónegos.

Mas foi mais consistente e regular que os adversários e fica aqui registado o feito.

A SUBIR

GONÇALO PACIÊNCIA

O regresso a meio da época ao clube a que está ligado desde pequenino é um prémio justíssimo para um jogador em franca ascensão.

O tempo passado em Setúbal com José Couceiro permitiu-lhe crescer como jogador e como homem.

Volta cheio de confiança nas suas capacidades e é uma mais-valia clara para o plantel do FC Porto.

ESTÁVEL

ATAQUE PORTISTA

O futebol ofensivo está lá, as oportunidades continuam a aparecer mas a eficácia diminuiu.

É verdade que viu dois golos serem mal anulados em dois jogos consecutivos, mas quem cria tantas oportunidades tem de conseguir pôr-se a salvo destes “imponderáveis”.

É uma questão física (cansaço), emocional (ansiedade) ou mental (confiança)?

A rever já no próximo jogo.

A DESCER

VAR

A sua implementação visava trazer mais verdade desportiva através da diminuição dos erros de arbitragem. Pelo menos os mais clamorosos. Ao fim de seis meses os resultados são, no mínimo, frustrantes.

Todas as jornadas há erros grosseiros que continuam a passar impunes e os padrões de intervenção e decisão estão longe de serem claros e ninguém os quer ou sabe clarificar.

Até ver, o Var só veio trazer mais ruído e complicar o que já não era simples: é que agora passamos a depender não de uma mas de duas subjectividades.

Os critérios não são uniformes e a duplicidade na sua aplicação é de tal forma gritante que o VAR acaba por ter interferência directa e nefasta na classificação actual do campeonato.

EM QUEDA LIVRE

FÁBIO COENTRÃO

O jogador do Sporting não tem estado à altura das suas responsabilidades como homem e como figura pública.

Depois de insultar o árbitro Fábio Veríssimo, na cara deste e sem qualquer penalização, agora foi a vez de ofender um colega de profissão. E fê-lo da forma mais básica, primária e chocante que pode haver.

O comportamento do jogador do Sporting é inaceitável. O racismo não é de todo tolerável e não tem lugar numa sociedade sã e civilizada.

Mas é justo dizer que ele não está sozinho nesta vergonha. Bruno de Carvalho, José Manuel Meirim, Pedro Proença, Fernando Gomes, Augusto Baganha, João Paulo Rebelo e Tiago Brandão Rodrigues são coniventes pelo silêncio (ou lamentação mitigada) e cúmplices pela inacção demonstrada na condenação deste triste episódio.

2 de Fevereiro de 2018