1. O FC Porto derrotou o SC Braga por 3-1 e reassumiu a liderança isolada do campeonato nacional, ainda com um jogo por disputar. A competição segue renhida, com três candidatos muito empenhados na luta pelo título. O FC Porto é líder porque tem sido mais consistente e regular que os seus adversários. Aliás, essa regularidade e superioridade de jogo devia conferir aos portistas outra vantagem nesta luta. Uma mão cheia de más arbitragens, com erros graves de árbitro e vídeo-árbitro, impedem que a questão do título esteja nesta altura practicamente resolvida.
  1. A vitória do FC Porto frente ao Braga assentou no regresso de alguns factores que estiveram menos bem nos últimos jogos. Desde logo, uma entrada forte na partida. Esta é uma das imagens de marca do FC Porto de Sérgio Conceição: primeiros minutos de grande intensidade, várias oportunidades de golo criadas e chegar cedo à vantagem. Isso voltou a acontecer no jogo de sábado depois de estar ausente nos jogos frente ao Guimarães, Estoril e Moreirense.
  2. Outro factor decisivo foi o regresso às exibições regulares e consistentes durante os 90 minutos. O FC Porto esteve sempre dentro do jogo, que foi disputado a um grande ritmo, com um futebol muito rico e vistoso e com as oportunidades de golo a aparecerem de forma cadenciada. Esta produtividade e ritmo elevado permitiram alcançar uma vitória incontestável e dobrar um adversário valoroso e sempre inconformado com a marcha do marcador. Quando conseguir ultrapassar alguns complexos, este Sporting de Braga será um verdadeiro candidato ao título.
  1. Um terceiro factor determinante para a vitória foi o regresso da eficácia ofensiva. A equipa continuou imparável na construção de oportunidades, mas desta vez foram aproveitadas. Com grande destaque para o Alex Telles que por três vezes serviu os seus colegas para outros tantos golos marcados de cabeça. A qualidade dos centros, a concentração e a menor ansiedade no momento de fazer o golo permitiram o regresso à normalidade. Não foi por acaso que os dois primeiros golos vieram de jogadores que não estavam pressionados para os marcar. E os festejos do Aboubakar quando marcou o terceiro golo da equipa são bem demonstrativos de como a seca começava a pesar…
  1. Sérgio Oliveira foi o homem do jogo. A boa exibição colectiva e a excelente exibição de outros colegas (Alex Telles, Herrera, Ricardo, Brahimi, José Sá) valorizam ainda mais este destaque. O jogador portista encheu o campo: esteve em todo o lado e exibiu uma grande amplitude de movimentos. Foi intenso, físico e vertical. Inteligente, pôs em campo a sua qualidade de passe e marcou um belo e importante golo. O entendimento com Herrera foi perfeito. O Dragão pode ter assistido ao nascimento de uma outra grande dupla no meio-campo portista.