1. O FC Porto recebeu e bateu o Sporting por 2-1. Foi o quarto jogo entre as duas equipas esta temporada e foi a segunda vitória consecutiva dos portistas. Nos outros dois embates ficou tudo a zero (apesar de num deles o Sporting ter passado à final da Taça da Liga). A vitória foi justa embora se pudesse aceitar o empate. É que este foi o duelo em que houve mais Sporting. Mas ainda não foi suficiente.

 

  1. Esta vitória foi muito importante para o FC Porto. Com ela os azuis e brancos deixaram o Sporting a oito pontos, com vantagem directa em caso de empate classificativo e sem uma possibilidade de recuperar pontos directamente a um dos concorrentes. Não é uma distância suficientemente grande para declarar que está fora da luta pelo título, mas é objectivamente muito difícil de reduzir e, depois, de superar. Além do mais, tem uma outra luta determinante a travar: a do segundo lugar no campeonato, que é o último lugar para chegar à Liga dos Campeões.

 

  1. Esta vitória também foi muito importante porque deixa o Benfica à mesma distância de segurança em que se encontrava antes desta jornada: cinco pontos são uma margem que dá algum conforto e que permite encaixar algum momento menos bom. Isto para além do desânimo que deve ter causado aos lisboetas verem o FC Porto ganhar um jogo em que notoriamente depositavam grandes esperanças de recuperarem pontos. Não mata, claro, mas mói.

 

  1. Já não é a primeira vez que o digo: o trabalho de Sérgio Conceição tem sido de Mestre. Uma das facetas mais marcantes desse excelente trabalho é a forma como tem levado a equipa a ultrapassar as sucessivas lesões que a vão fustigando mantendo a sua competitividade. Poucos se lembram, mas dos onze jogadores que começaram o jogo contra o Sporting apenas quatro foram titulares no primeiro jogo da época frente ao Estoril.

 

  1. O FC Porto voltou a entrar forte e determinado num jogo, o que é claramente uma imagem de marca e um factor que pesa muito nas vitórias obtidas, e aos 12 minutos já levava uma bola ao poste de Rui Patrício e obrigava o Sporting a salvar um golo em cima da linha. Golo esse que surgiu ainda antes da meia hora, na sequência de um canto conquistado por Gonçalo Paciência e da insistência de Maxi e Herrera que centrou para a cabeçada letal de Marcano. Pelo meio a equipa de Alvalade reagiu mas de forma inconsequente. Pelo contrário, nos descontos da primeira parte foi bem eficaz e chegou ao golo do empate numa jogada fluida, bem engendrada por Brian Ruiz e finalizada à “matador” por Rafael Leão. O FC Porto volta a entrar bem na segunda parte e Brahimi marca um belo golo. Com a vantagem no bolso, os portistas permitiram o ascendente do Sporting mas foram sempre eficazes na defesa da vantagem.