1. O FC Porto recebeu e bateu o Boavista por 2-0 num jogo que tem tanto de derby como de clássico. São muitos anos e muitos jogos a fazer deste confronto um dos maiores do futebol português. A vantagem tem sido clara para o FC Porto, que vai na oitava vitória consecutiva sobre os axadrezados, mas nunca são jogos iguais aos outros. Há sempre um certo frenesim nos dias que antecedem o encontro e uma certa tensão no ar até ao apito inicial. Ou final.

 

  1. O FC Porto entrou muito bem neste jogo e chegou cedo à vantagem. Assistência de Sérgio Oliveira e cabeçada de Filipe para abrir o marcador e trazer alguma tranquilidade à equipa. O FC Porto reagia, assim, da melhor forma aos resultados de Paços de Ferreira e da Feira mostrando grande determinação e firmeza na luta pelo título. Agora segue-se uma pausa em que será possível descansar um pouco o corpo e a mente depois de meses de jogos e estágios sucessivos. Também será um tempo em que se poderá recuperar alguns dos jogadores que estão lesionados e, assim, enfrentar na máxima força a parte final do campeonato e da taça de Portugal.

 

  1. O Boavista mostrou a razão por que está a fazer um campeonato muito positivo e, até, acima do esperado. A equipa cumpriu aquilo que o treinador tinha prometido na antevisão do jogo: jogar de forma positiva, disputar o jogo e ir à procura do melhor resultado, que até podia não ser o empate, embora, nas palavras de Jorge Simão, “só um louco diga que empatar no Dragão é um mau resultado.” O Boavista reagiu ao golo sofrido com muita personalidade e foi à procura do melhor resultado. Jogou aberto, olhos nos olhos do adversário e não esteve muito longe de marcar. O segundo golo do FC Porto pôs um ponto final na esperança e no resultado.

 

  1. Três factores foram determinantes para a vitória portista: a entrada forte no jogo, a eficácia demonstrada na marcação de dois golos num desafio em que não se criaram tantas oportunidades como o habitual e a substituição operada por Sérgio Conceição ao minuto 51. A entrada de Óliver deu mais posse de bola à equipa, que passou a controlar e a dominar o jogo, e permitiu a subida de Herrera para o lado de Aboubakar; o FC Porto voltou a pressionar alto, a recuperar bolas mais à frente e as oportunidades voltaram a surgir. A troca baralhou o Boavista que cometeu um erro que o mexicano tornou fatal.

 

  1. Manuel Oliveira voltou a demonstrar a sua falta de categoria e de capacidade para arbitrar um jogo de futebol. Um cartão vermelho mal mostrado a um jogador do Boavista e duas grandes penalidades por assinalar a favor do FC Porto, uma sobre Maxi (foi o assistente que a indicou) e outra sobre Brahimi aos 85 minutos, são erros importantes a mais para que se possa falar numa arbitragem positiva. O VAR Bruno Esteves esteve bem na situação do cartão vermelho e na grande penalidade do Sérgio Oliveira mas falhou na falta dentro da área sobre o Brahimi, assim como tinha falhado de forma clamorosa no penálti que ficou por marcar a favor do FC Porto na Vila das Aves.