EM ALTA

SÉRGIO CONCEIÇÃO

O novo campeão nacional deu uma excelente entrevista ao Porto Canal.

Em campo já se tinha revelado um treinador competente e sagaz, agora percebemos a liderança inclusiva e agregadora, a frontalidade na relação com os atletas e a exigência que põe em cada treino.

Sérgio Conceição sabe bem o que quer e para onde quer ir. Conhece-se e conhece e compreende como poucos a essência do clube, da cidade e dos adeptos. De que a atitude da equipa e o mar azul são apenas dois bons exemplos.

O treinador do FC Porto emerge desta época e desta entrevista como um líder carismático, em quem todos acreditam e que a todos faz sonhar e ao qual devem ser dadas todas as armas que sejam possíveis para se bater pelos seus objectivos.

A expectativa e exigência para a próxima época são elevadas.

A SUBIR

IKER CASILLAS

No dia 11 de Maio de 2016 escrevi o seguinte sobre o guarda-redes do FC Porto e que hoje, dois anos depois, mantenho e reforço:

“Sou um admirador do Iker Casillas e a notícia de que vai permanecer mais uma época entre nós é uma enorme alegria.

O guarda-redes espanhol é uma referência e um dos futebolistas com melhor imagem a nível mundial.
É um orgulho para Portugal e para o FC Porto que ele tenha aceitado a proposta portista e tenha vindo para cá continuar a sua carreira.

Nesta sua primeira de três épocas fez coisas boas, coisas menos boas e coisas extraordinárias. Mas onde nunca falhou foi no desportivismo, no profissionalismo e na humildade revelada a cada dia. Nunca se pôs em bicos de pé, nunca se julgou mais do que os outros. A divisão da baliza com o Helton nestas jornadas finais é o último sinal dessa nobreza de carácter.

Trouxe consigo a família, fazendo do Porto a sua casa e promoveu o clube, a cidade e o país que o recebeu sem que ninguém lhe tenha pedido esse favor. É um nosso embaixador em Espanha e no mundo e nós sabemos bem o que beneficiámos com isso.”

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ESTÁVEL

JORGE NUNO PINTO DA COSTA

O presidente do FC Porto continua, aos 80 anos e ao fim de 36 de liderança, a demonstrar uma vitalidade impressionante.

É admirável a capacidade de se reinventar e de reinventar o clube época após época. Demonstrando uma grande ambição e que sabe mais a dormir do que todos os outros acordados.

É verdade que as últimas épocas não correram tão bem como o esperado, mas tudo aquilo que tem sido revelado ajuda a explicar uma parte do insucesso. Uma outra parte explicar-se-á pelo desequilíbrio de alguns planteis. Mas a visão e a competência na escolha dos treinadores é inegável: basta ver as carreiras de sucesso que Paulo Fonseca, Julen Lopetegui e Nuno Espírito Santo têm vindo a construir.

Esta época levou o FC Porto de novo à conquista do título, festejou-o nos Aliados e, a convite do actual presidente, voltou a ser recebido, e a subir à varanda, na Câmara Municipal.

A atribuição da Medalha de Honra da Cidade é um gesto da mais elementar justiça e é uma prenda que os anteriores presidentes quiseram deixar a Rui Moreira. E que este muito agradece.

A DESCER

ESTADO PORTUGUÊS

Quando há secretarias de estado e institutos públicos que apenas servem para dar tachos a alguns “boys” corre-se o risco de se perder o controlo dos acontecimentos e de se passar uma imagem de lassidão e incompetência.

Os avisos foram lançados, os sinais eram bem visíveis e só por pura irresponsabilidade e desleixo (e cobardia, também) se fecharam os olhos.

Leis e regulamentos por cumprir, claques ilegais que recebem apoio bem visível dos clubes, violência generalizada em vários estádios e pavilhões do país sem qualquer espécie de controlo ou punição, rixas e assassinatos.

Tudo isto aconteceu perante o silêncio e a complacência dos responsáveis políticos portugueses.

Não se venham agora mostrar indignados e, por favor, não venham com a conversa de criar mais organismos, comissões ou alterações à lei. As leis já existem, façam-nas cumprir!

EM QUEDA LIVRE

BRUNO DE CAVALHO

Depois de todos estes últimos acontecimentos o Sporting nunca mais será o mesmo.

E será tão mais diferente quanto mais tempo o actual presidente demore a sair.

Nem que não tivesse culpa directa de nada, é no seu mandato que tudo está a acontecer. E não é fácil dissociá-lo do ataque a Alcochete e das suspeitas de corrupção que recaem sobre o andebol e o futebol do clube (e aqui é preciso aguardar por mais esclarecimentos das autoridades judiciais e policiais).

É para mim claro, e já o era antes de ontem, que Bruno de Carvalho nunca sairá pelo seu próprio pé, e quem perde é o clube: só o fará perante a força – da lei ou do voto.

 

P.S. – O jornalismo português não é, de facto, isento. Existe uma enorme desproporção no destaque que é dado aos temas consoante o clube envolvido. Veja-se o tratamento que está a ser dado, e justamente, aos acontecimentos no Sporting e o silêncio ensurdecedor que impera quando se trata do Benfica.

Existem honrosas excepções, claro, mas a fotografia não favorece muito a classe e os órgãos onde trabalham.

O mesmo se pode dizer em relação à classe política e às autoridades desportivas. Que contraste!