EM ALTA

SÉRGIO CONCEIÇÃO

Treinador campeão nacional logo na 1ª época, viu o seu contrato renovado e alargado por mais uma temporada.

Sérgio Conceição é, neste momento, a grande bandeira do portismo e dar-lhe este voto de confiança e reconhecimento, além de justo, é sinal de lucidez e visão da SAD portista. É que o trabalho ainda não está terminado. Esta época foi apenas o iniciar de um novo ciclo, que tem pernas para andar, mas que necessita de ser sedimentado.

Acredito sinceramente que o treinador não precisava desta melhoria salarial e contratual para se manter motivado e focado na sua missão. As suas responsabilidades para a próxima época já seriam acrescidas. Creio, no entanto, que assim ficam todos mais confortáveis. Treinador, clube e adeptos.

A SUBIR

ESTÁDIO DO DRAGÃO

O estádio do FC Porto vai receber a final da Supertaça Europeia em 2020. É um prémio e o justo reconhecimento da mais-valia de um dos mais belos e funcionais estádios de futebol do mundo.

É prestigiante e projecta além-fronteiras a imagem do clube, da cidade e do país.

Quando o turismo é uma das principais actividades e fonte de receitas para Portugal é muito positivo que um jogo e um evento desta dimensão e projecção aterre na cidade que mais tem vindo a investir neste sector e no clube português mais proeminente a nível internacional.

ESTÁVEL

LUÍS CASTRO

Excelente profissional e um senhor do futebol português, o ex-treinador flaviense chega com naturalidade a Guimarães para treinar um dos clubes mais apetecíveis, mas também um dos mais complexos, do futebol nacional.

O trajecto de Luís Castro no FC Porto B, no Rio Ave e no Chaves fala por si, mas no futebol não acontecem muito milagres e para ter sucesso no Vitória Sport Clube precisa que haja um esforço financeiro e muita argucia na construção do plantel.

A proposta futebolística do treinador é ambiciosa e apetecível, mas precisa que haja o acompanhamento necessário por parte do clube.

A DESCER

BENFICA

Todas as semanas somos confrontados com mais novidades da alegada estratégia do Benfica para controlar o futebol português.

As toupeiras não param de vir à superfície, os arguidos não param de aumentar e o número de “vitimas” é cada vez maior. Já sabíamos que havia quem fornecesse ao clube lisboeta dados da vida privada dos árbitros, esta semana ficamos a saber que os processos em que estes estivessem envolvidos também eram alvo da espionagem benfiquista.

São factos aterradores e que tornam cada vez mais inexplicável, cúmplice e ensurdecedor o silêncio da APAF, sempre tão lesta noutras alturas a intervir publicamente.

EM QUEDA LIVRE

SPORTING

O caos está instalado e a situação do clube é cada vez mais complicada.

Tal como tenho vindo a referir desde o primeiro momento, o presidente nunca desistirá ou entregará o poder. Só que a oposição está dividida, é incapaz de fazer emergir um nome respeitável e que possa fazer verdadeiramente frente a Bruno de Carvalho e ainda não percebeu que há apoios que mal são dados se tornam tóxicos. Há figuras sportinguistas que se deviam calar e afastar, pelo menos por agora e publicamente, deste processo, de modo a não prejudicar eventuais soluções que até podiam ser positivas para o futuro do clube.

No ponto em que as coisas estão, Bruno de Carvalho abafará qualquer putativo candidato e muito dificilmente deixará de ser presidente. A questão é que é notório, para quem vê de fora, que o futuro do Sporting não pode passar por ele.

Um presidente que deixa o clube chegar a esta barafunda não terá nunca mais condições para defender e prosseguir os seus mais altos interesses.