EM ALTA

CRISTIANO RONALDO

Descontente, menos feliz ou sentindo-se menos amado em Madrid, o internacional português teve a coragem de, aos 33 anos, dar um passo em frente na carreira: abandonou o conforto que o Real (de alguma maneira) lhe proporcionava e arriscou uma nova etapa noutro clube e noutro campeonato.

Esse passo foi dado não só com coragem mas também com muita inteligência. A Juventus é, à partida, um dos poucos clubes que lhe pode oferecer as condições necessárias para prolongar a carreira e ao mais alto nível. Desportivo e financeiro.

A Juventus também teve a capacidade de seduzir o melhor jogador do mundo e a argúcia de compreender a oportunidade única que a transferência constitui para a sua valorização interna e, acima de tudo, internacional.

É uma parceria em que ganham os dois e ainda ganha o futebol italiano.

A SUBIR

FRANÇA E CROÁCIA

São os dois finalistas do Mundial 2018 e chegam a este jogo com todo o mérito.

A França confirma o seu estatuto de favorito, a Croácia é a grande surpresa da prova. Já todos conhecíamos a qualidade do futebol croata, só não conhecíamos a sua resiliência e capacidade de superação.

A equipa francesa eliminou sucessivamente a Agentina, o Uruguai e a Bélgica o que diz bem da sua categoria. A selecção croata, para além de ter goleado a Argentina por 3-0, já teve de ultrapassar três prolongamentos e dois desempates por grandes penalidades, o que é bem demonstrativo da sua capacidade física e mental.

A expectativa para domingo é enorme.

ESTÁVEL

IKER CASILLAS

O guarda-redes do FC Porto, campeão europeu e mundial pela sua selecção, chegou ao Porto há exactamente 3 anos e comprovou tudo aquilo que já se sabia dele: ser um grande atleta, um belíssimo profissional, um guarda-redes de rara categoria e um homem de excelente formação.

A vinda para o FC Porto foi um golpe de génio do seu presidente e uma escolha lúcida do jogador, que prolongou a carreira num clube de Liga dos Campeões (tantas participações quantas as de Real de Madrid e Barcelona) mesmo ao lado de casa.

Casa essa que, na realidade, passou a ser a cidade do Porto, que o recebeu de coração aberto, e à sua família, proporcionando-lhes uma integração plena e harmoniosa.

Na medida de cada um, pode-se dizer que Iker Casillas está para o FC Porto e o futebol português como Cristiano Ronaldo está para a Juventus e para o futebol italiano.

Sem falar da contribuição que tem dado para a divulgação e crescimento do turismo no Porto e no Norte de Portugal.

A DESCER

ARBITRAGEM PORTUGUESA

A temporada 2017/18 já terminou há quase dois meses e ainda não sabemos a classificação final dos árbitros. Quem foi considerado o melhor e mais regular, quem é que melhorou a sua performance, quem piorou, etc., etc., etc….

Sabemos quem foi o campeão nacional, quem vai às competições europeias, quem desceu de divisão, quem vai subir. Só não sabemos como foram classificados os árbitros.

E, pelos vistos, nunca vamos saber! O conselho de arbitragem e os árbitros fizeram uma panelinha e decidiram que as classificações não iriam ser tornadas públicas.

É uma situação de todo incompreensível, uma vergonha sem fim, que só vem aumentar a suspeição em torno da classe, que a torna opaca e que permite todo o tipo especulações. É que quem não deve não teme!

Não sei sequer como é que tal é legalmente possível, mas sei que não é moral nem eticamente aceitável. São coisas destas que matam uma competição.

EM QUEDA LIVRE

VAR

O sistema foi posto à prova durante um ano e é óbvio que continua a necessitar de confirmar que é um bom contributo para a verdade desportiva. É preciso afinar o protocolo, é preciso aumentar a uniformidade de critérios, é urgente que as transmissões televisivas sejam todas iguais, é preciso explicar às pessoas quando existirem alterações, etc.

O VAR até pode ser um óptimo sistema mas precisa muito de ser trabalhado. Veja-se a evolução que a sua aplicação foi tendo ao longo do mundial: no início fora intervenções a torto e a direito, hoje já quase ninguém se lembra que ele existe…

Mas aquilo a que ele dificilmente sobrevive é a decisões como a que ficámos a conhecer esta semana. A de que alguns árbitros anteciparam o fim da carreira mas foram nomeados vídeo-árbitros. Ou seja, passam do campo para o gabinete. O problema é que parece que alguns destes foram precisamente aqueles que alegadamente foram despromovidos na tal classificação que ficou no segredo de alguns.

Pior, alguns deles foram precisamente aqueles que mais erros grosseiros cometeram precisamente enquanto VAR: Vasco Santos na agressão do Eliseu a um jogador do Braga e Bruno Esteves a fazer vista grossa ao penalti cometido sobre o Danilo no último minuto do jogo na Vila das Aves.

Toda a credibilidade que o VAR possa ter acumulado ao longo da época é deitada fora com decisões destas.