EM ALTA

FC PORTO

Começar a época a vencer é sempre positivo. Neste caso, tem um significado ainda mais especial porque é a consolidação de um trilho vitorioso que andou arredado nas últimas temporadas.

Foi uma vitória justa mas suada, sendo o Aves um digníssimo opositor, e mostrou uma equipa na mesma linha da que chegou ao título de campeã nacional em 2017/18.

O FC Porto levou para o museu a 21ª Supertaça, prova que dominam largamente, mantendo uma maioria absoluta de vitórias: o Sporting tem 8 troféus, o Benfica tem 7, o Boavista 3 e o Vitória de Guimarães 1.

A SUBIR

SÉRGIO CONCEIÇÃO

Líder carismático, o treinador portista não vacila perante as dificuldades (e esta época não vai ser mais fácil do que a última). O grupo de trabalho e a sua coesão está acima de tudo e tem de ser preservado. Não há lugar para quem não está completamente focado no seu trabalho.

Foi o que aconteceu a Marega e a decisão, tomada em conjunto com a direcção e a administração do clube, foi a de o pôr a treinar à parte até voltar a estar comprometido.

A decisão não era das mais fáceis: Marega é uma peça importante no jogo da equipa e estávamos na véspera de uma final da Supertaça (competição onde o FC Porto tinha de dar uma prova forte de vida). Sérgio tomou-a, arcando com as responsabilidades, e ganhou em toda a linha: o grupo, a taça, o clube e os adeptos.

ESTÁVEL

BENFICA

Fez o essencial na 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões: venceu e não sofreu golos. Não tem a passagem garantida mas está em vantagem e passou parte da pressão e a obrigação de ter a iniciativa para o seu adversário, numa eliminatória que vai ser disputada ao pormenor.

É com tristeza que vejo o segundo classificado do campeonato português a ter de passar por duas etapas para se qualificar para a fase de grupos desta prova. A culpa é da UEFA, claro, mas há muitas culpas do próprio clube (anos a fio sem pontuar a sério e com uma prestação como a última que jamais podia acontecer…) e do futebol português (até na Liga Europa, com a excepção do Braga – ontem com um empate positivo na Ucrânia -, consegue pouco mais do que resultados confrangedores), que não tem capacidade para se reformar e regenerar porque cada clube olha apenas para o seu próprio umbigo.

A DESCER

ARBITRAGEM PORTUGUESA

A época não começa da melhor maneira para o sector que mantém secreta a classificação da época anterior e que premeia os piores com uma carreira no VAR.

Ter no quadro principal internacionais que nem experiência nacional têm também não ajuda.

A equipa que arbitrou a Supertaça, liderada por Luís Godinho, claudicou com estrondo. Faltou inteligência, perspicácia, serenidade, bom senso. Confundiram o deixar jogar com o jogar violento; foram precipitados no fora de jogo; ficaram em silêncio quando tiveram oportunidade de intervir; não se percebeu o critério disciplinar.

Assim, é muito difícil ter esperança num amanhã melhor.

EM QUEDA LIVRE

MAREGA

Eu sei, e aceito, que o mercado de transferências mexe com a cabeça dos jogadores. São muitos milhões a rolar, a carreira é curta e a ambição é muita. Os agentes, às vezes, ainda pioram a situação. Também sei que cada um é como é, e que perante situações semelhantes todos reagimos de maneira diferente.

Mas a realidade é que o jogador maliano não esteve à altura das suas responsabilidades enquanto jogador profissional e atleta do FC Porto.

Ficar ansioso, mal disposto ou dormir mal é uma coisa. Outra, totalmente diferente, é fazer birra ou desleixar o trabalho.

No final, tudo ficou na mesma e ainda perdeu uma Supertaça. Agora vai ter de encarar os colegas e trabalhar muito para recuperar a confiança do treinador e apagar aquela mágoa que ficou no coração dos adeptos.