EM ALTA

CAMPEÕES EUROPEUS

 

Inês Henriques, nos 50 km marcha e Nélson Évora, no triplo salto, sagraram-se campeões europeus da especialidade na prova que decorreu em Berlim. O facto é notável só por si, mas saber que o alcançaram com 38 a 34 anos, respectivamente, e ultrapassando várias lesões, torna o feito ainda mais extraordinário. Só superado pela ambição demonstrada de ainda quererem ir mais além.

Verdadeiros campeões, no desporto e na vida, os dois atletas devem servir de exemplo a todos os portugueses, mais novos ou mais velhos, no desporto ou nos outros quadrantes da vida: só com muito trabalho e dedicação se alcança a excelência.

 

A SUBIR

FC PORTO

 

Os campeões nacionais começaram a época da melhor maneira, fazendo uma prova de força com a conquista da Supertaça e com uma goleada na primeira jornada da Liga.

Se no 1º jogo a vitória foi alicerçada na garra e na determinação, contra o Chaves salientaram-se a excelente dinâmica e a elevada nota artística.

Sérgio Conceição apresentou apenas duas caras novas na equipa inicial e ambas vindas das escolas de formação da casa, Diogo Leite e André Pereira.

 

ESTÁVEL

SPORTING

 

A vitória em Moreira de Cónegos, mais do que pela exibição, valeu pelos três pontos.

Depois de meses tenebrosos e violentos, com o plantel instável e ainda em pleno período eleitoral, aquilo que o clube mais precisava era de uma vitória para poder continuar a lutar com alguma serenidade pela sua própria recuperação e sobrevivência.

A temporada vai ser das mais difíceis de sempre, mas será tanto melhor quanto mais vitórias forem alcançadas. E só há um modo de as obter: uma a uma.

 

A DESCER

BENFICA

 

A queixa apresentada pelo clube lisboeta contra Brahimi foi, naturalmente, arquivada pela Comissão de Instrutores da Liga. 

O Benfica tentou, mais uma vez, manipular a realidade. Sem sucesso, é verdade, mas ficando, na sua perspectiva, com um potencial de queixa que poderá ser usado mais tarde.

Os lisboetas sabiam que a sua pretensão não tinha fundamento, alteraram a verdade dos factos (um frame não transmite toda a realidade) e fizeram um uso reprovável da justiça.

A isto se chama litigância de má-fé (praticada de forma reiterada, de resto), prevista e punível pelo Código de Processo Civil.

Faça-se Justiça!

 

EM QUEDA LIVRE

JOSÉ MANUEL MEIRIM

 

A sensação boa de que a Lei tinha sido aplicada com equidade e razoabilidade durou poucas horas.

Ao final da tarde ficámos a saber que o presidente do conselho de disciplina decidiu, ele próprio, abrir um processo disciplinar sobre os mesmos factos.

É uma decisão lamentável e que causa desconforto a quem encara o desporto de forma honesta.

É uma decisão que retira credibilidade a este órgão, que o tinge de uma cor e que coloca o seu presidente no mesmo nível de alguns dos seus predecessores. Como Ricardo Costa, por exemplo.

Porque vai contra a realidade, porque não existe um único especialista de arbitragem que defenda o cartão vermelho para aquela situação e porque entra em contradição profunda com aquilo que defendia há poucos meses atrás, “o Conselho de Disciplina não pode ser um vídeo-árbitro permanente”. Pois não, só o pode ser para proteger uns ou prejudicar outros.