1. O FC Porto derrotou o Tondela por 1-0 e pela segunda semana consecutiva avança na tabela classificativa. Era especialmente importante somar os três pontos neste jogo: o Benfica já tinha deixado dois em Chaves e na próxima jornada há um clássico. Com a vitória o FC Porto ultrapassou o Benfica na classificação, entra na Luz à frente do adversário e põe toda a pressão e responsabilidade no lado encarnado.
  2. Como era previsível, a vitória em Setúbal fez subir os níveis de confiança da equipa. O FC Porto apresentou-se no Dragão muito mais solto, mais intenso, mais dinâmico, mais pressionante e mais objectivo. Aliás, só uma equipa confiante é que manteria a lucidez e a serenidade que a equipa demonstrou na procura do golo que nunca mais aparecia. A primeira parte, com golos, teria sido de luxo, a segunda foi sofrida mas mostrou uma equipa madura e personalizada.
  3. A vitória foi magra mas nem por isso deixou de ser um bom espectáculo. A primeira parte foi arrebatadora e a segunda foi envolvente e com momentos de enorme expectativa. Claro que o que verdadeiramente importa é a vitória, mas se lhe pudermos juntar a nota artística, melhor. A exigência dos adeptos portistas tem dois grandes responsáveis, um que já vem de longe e outro mais recente: Jorge Nuno Pinto da Costa e Sérgio Conceição. O primeiro habituou-nos às vitórias, o segundo conquistou-as com exibições marcantes. É o casamento perfeito.
  4. A vitória frente ao Tondela assentou numa espinha dorsal bem definida: Militão, Sérgio Oliveira, Otávio e, depois, Tiquinho Soares. Foi por aqui que passou a segurança defensiva, o transporte e a circulação da bola, a visão de jogo e os principais desequilíbrios e a contundência e eficácia ofensiva. Houve, claramente, uma equipa, mas estes foram os seus esteios.
  5. Não tenho poupado elogios às intervenções de Sérgio Conceição a partir do banco. O treinador do FC Porto lê bem os jogos e interfere com pertinência no seu desenrolar. Contra o Tondela isso aconteceu outra vez: Corona, Soares e Hernâni trouxeram coisas novas ao jogo e das quais a equipa estava a precisar e acabaram por contribuir de forma decisiva para a vitória: agitaram, desequilibraram e fizeram o golo que deu os três pontos.