EM ALTA

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL

Está de parabéns pela excelente iniciativa de candidatar Portugal a ser o anfitrião da primeira “final-four” da Liga das Nações. Para que isto aconteça basta que a Selecção Nacional se apure para essa fase final. Mas ainda mais relevante é o facto de ter escolhido Porto e Guimarães para albergarem esses jogos – que serão duas meias-finais, jogo de atribuição do 3º lugar e final – furando dois centralismos de uma vez só. O Estádio do Dragão e o D. Afonso Henriques são dois excelentes recintos que saberão honrar o nome do país e a sua reconhecida capacidade organizativa e arte de bem receber.

A SUBIR

ANDRÉ SILVA

Início de época fulgurante do avançado do Sevilha e da Selecção Nacional, com sete golos marcados no campeonato espanhol e dois na Selecção. O Sevilha deu-lhe estabilidade e minutos de jogo, a confiança subiu e o valor do ex-atleta do FC Porto veio, naturalmente, ao de cima. De tal forma que o AC Milan, detentor do passe mas cujo contrato de cedência ao clube espanhol prevê uma cláusula de compra obrigatória, vem agora tentar uma renegociação desse contrato de empréstimo, fazendo o Sevilha pagar agora o que deveria pagar em quatro anos. Ao que parece nem tudo ficou escrito.

ESTÁVEL

PRESIDENTE DO SPORTING

Frederico Varandas começa a resolver os “sarilhos” deixados por Bruno Carvalho. Esta semana conseguiu fechar um acordo muito positivo com o Wolverhampton relativo à transferência de Rui Patrício. O negócio é maior e envolve mais verbas recebidas pelo Sporting do que o previsto na última negociação entre os dois clubes. Uma palavra para Rui Patrício que, ao prescindir de receber uma quantia a que tinha direito, permitiu que houvesse este acordo, honrando assim por uma última vez a braçadeira que envergou durante muitos anos.

A DESCER

FESTA DA TAÇA?

A Taça de Portugal sempre foi a mais democrática e genuína das competições nacionais. Aquela que realmente leva o futebol ao país todo e a única em que verdadeiramente podiam existir tomba-gigantes. Para acentuar essa característica foram introduzidas novas regras, uma das quais a que prevê que os clubes de divisões inferiores defrontem em casa os clubes de divisões superiores. Excelente! Acontece que esta regra foi rapidamente descaracterizada, com o fundamento da falta de condições do campo do anfitrião: basta que não tenha condições para transmissão televisiva ou que o relvado não seja tão bom como os melhores. Eu discordo frontalmente. O futebol não é cada vez mais um desporto televisivo e, se as equipas e jogadores dos escalões inferiores jogam nesses relvados, os grandes também podem jogar. É mais difícil? É. Mas também é mais justo. O que não acontece quando umas equipas jogam nos seus terrenos ou nos terrenos adversários e outras em campos neutros.

EM QUEDA LIVRE

GOVERNO

Dois momentos marcaram a semana do governo português: o da apresentação do orçamento e o da remodelação governamental. Em ambos o futebol não foi respeitado e em ambos se perderam boas oportunidades de melhorar o seu enquadramento e normalizar o ambiente. É incompreensível que um secretário de estado que soma trapalhadas e que interfere pessoalmente em decisões que não lhe dizem respeito, e em benefício de uns, se mantenha em funções; por outro lado, não se compreende que o IVA dos espectáculos desça para quase todos e se mantenha nos jogos de futebol. Pedir convites para ir assistir a determinados jogos em determinados estádios, tudo bem, tratá-lo com justiça e equidade já é bem mais difícil.