EM ALTA
FC PORTO
Excelente semana para os campeões nacionais. Vitória na sempre difícil deslocação ao Marítimo e goleada na Liga dos Campeões frente ao Lokomotiv de Moscovo. Os portistas lideram nas duas competições e têm a possibilidade de se isolarem na primeira Liga quando receberem o Braga no sábado e de se qualificarem para os 1/8 de final da Champions e, até, vencer o grupo, quando receberem o Schalke 04 daqui a três semanas.
A SUBIR
ÉDER
O internacional português defrontou o FC Porto esta semana em jogo da Liga dos Campeões e foi substituído aos 71 minutos. De repente, o Estádio do Dragão levanta-se e desata a aplaudir entusiasticamente o jogador português. Durante uma fracção de segundo surpreendi-me com tanto entusiasmo, mas rapidamente percebi: aquela era a homenagem da nação portista ao jogador português que nos deu o título de campeão europeu. É que desde essa data a Selecção portuguesa ainda não voltou ao Estádio do Dragão. Parece impossível, mas é verdade: passaram mais de dois anos desde o Euro 2016 e a Selecçao ainda não veio jogar ao Dragão. Já jogou quatro vezes na Luz, claro!, mas aqui nem uma. É por isso que continuo a dizer que ela não é de todos nós: é bem mais de uns do que de outros.
ESTÁVEL
MINISTÉRIO PÚBLICO
A investigação aos crimes do Benfica continua e esta semana tivemos mais novidades. Ficámos a saber que o MP pediu mais tempo para investigar todos os crimes porque estamos perante um esquema muito bem organizado de influência desportiva cujo centro é o Benfica que organizou uma rede de influências entre dirigentes e agentes desportivos. Aliás, este já e considerado um megaprocesso uma vez que engloba seis investigações diferentes. O MP considera que este é um caso de excepcional complexidade, com muitas relações obscuras e, por isso, exige mais tempo para ser investigado. É isto que os portugueses querem e esperam da justiça: que faça o seu trabalho com seriedade, responsabilidade e isenção. Demore o que tiver de demorar.
A DESCER
FEDERAÇÕES DAS MODALIDADES AMADORAS
O que se passa nas chamadas modalidades amadoras é uma autêntica vergonha. Para que se perceba melhor, é um bocado o que se passava com o futebol até ter sido denunciado o caso dos emails. O FC Porto tem sido notoriamente prejudicado pelas arbitragens e pela inacção dos responsáveis federativos. Para além do conhecido processo “Cashball” que envolve o andebol e pode ter custado um título ao FC Porto, esta semana assistimos a duas actuações miseráveis, de tão parciais que foram, em dois jogos no pavilhão da Luz: para além de tudo o resto, no basquetebol houve uma diferença de 20 lances livres a favor do Benfica (num jogo que terminou com uma diferença de cinco pontos); no hóquei, é pior: a equipa do Benfica é constituída por farsantes que passam o jogo a simular quedas que deram origem a oito cartões azuis mostrados aos jogadores do FC Porto. Grosso modo, cada cartão implica uma ausência de dois minutos, logo os portistas jogaram 16 minutos em inferioridade numérica, numa modalidade que tem duas partes de 25 cada. Ainda assim, quase conseguiam sair do pavilhão da Luz com um empate.
EM QUEDA LIVRE
ANTÓNIO COSTA PM
Depois de um curto período de nojo, o primeiro-ministro voltou ao local dos crimes e sentou-se na tribuna presidencial de um clube arguido por violar a Justiça (e não o segredo de justiça) e acomodou-se ao lado de um dos maiores devedores nacionais – um homem que deve milhares de milhões de euros à banca, milhares de milhões esses que estão a ser e serão pagos por todos nós. E enquanto assistiam ao jogo falaram de quê? Do pagamento dessas dívidas? Do caso LEX em que LFV é arguido por corromper um juiz? Falaram do mega processo dos emails, que o MP considera de grande complexidade e que prefigura um caso de crime altamente organizado? Ou falaram do IPDJ, que durante largos meses deixou ficar na gaveta processos que levariam à penalização do Benfica e à interdição do estádio da Luz e que é tutelado pelo “amigo” comum, João Paulo Rebelo, secretário de estado do desporto que intercedeu directamente em favor do clube? Um pouco mais de distância não ficava nada mal.