1. O FC Porto derrotou o Portimonense por 4-1, somou a 11ª vitória consecutiva em todas as provas (um recorde na era Sérgio Conceição) e mantém a liderança da I Liga, com o melhor ataque e a melhor defesa. Num jogo em que praticamente entrou a perder e em que teve muitas dificuldades na primeira parte, o FC Porto conseguiu alcançar um outro recorde: o de maior número de remates dentro da área entre todos os jogos da I Liga: foram 21 remates, oito dos quais de Marega, autor de dois golos.
  2. Foi uma vitória difícil e o FC Porto teve de trabalhar muito para dar a volta ao resultado e chegar à goleada. Os portistas tiveram uma entrada em falso na partida, jogando praticamente em ritmo de passeio. Com isso não conseguiam nem impor o seu jogo, nem chegar à área do Portimonense, nem desequilibrar a defesa algarvia. Por outro lado, o Portimonense conseguiu aproveitar essa passividade para se estender no terreno e chegar ao golo.
  3. O FC Porto reagiu, foi conseguindo criar algumas jogadas de perigo e chegou ao empate. Tudo muito à custa do grande jogo do esforçado Brahimi. Mas as coisas só começaram verdadeiramente a mudar com a entrada de Herrera aos 40 minutos. O mexicano, um verdadeiro box-to-box com um enorme raio de acção, melhorou a marcação a meio campo, impedindo os ataques fáceis do Portimonense, aumentou a pressão sobre o início de construção algarvia, recuperando mais bolas e mais perto da área, o que permitiu a avalanche ofensiva da segunda parte.
  4. O Portimonense apresentou-se muito combativo e foi um adversário muito difícil de ultrapassar. Muito disponível fisicamente, futebol veloz e corajoso, veio para disputar o jogo e controlou-o durante uma boa parte do tempo. Equipa sempre muito equilibrada, na altura de defender fazia uma linha de cinco e outra de quatro, mas na altura de atacar dispunha sempre de 3 ou 4 homens. Grande qualidade de Nakajima e Jackson Martinez, muito bem acompanhados por Manafá, Paulinho e Tormenta. Esta equipa já goleou o Sporting, esteve a vencer no Dragão e pode fazer um excelente campeonato.
  5. A verdade pode ser uma arma poderosa. E a equipa do FC Porto faz uso disso. Criando assim uma relação de grande confiança e empatia com os adeptos. Quando as coisas correm menos bem elas são assumidas com frontalidade e não há lugar a discursos ocos ou desculpantes. Sérgio Conceição, Danilo, Hernâni e outros assumiram a entrada menos conseguida, reconhecem a importância das alterações e os acertos na primeira parte e no intervalo para depois valorizarem a exibição na segunda parte e a goleada obtida. Assim tudo faz sentido e é mais fácil aceitar os maus momentos.