1. O FC Porto derrotou o Santa Clara por 1-2, somou a 13ª vitória consecutiva em todas as provas (6ª no campeonato) e mantém a liderança da I Liga. Foi um jogo complicado, uma exibição menos conseguida, mas três pontos muito importantes: os quatro primeiros vencem todos os jogos há (pelo menos) três jornadas e para a semana defrontam-se os seis primeiros classificados.
  2. Foi uma vitória muito difícil do FC Porto, que teve de trabalhar muito e de saber sofrer para dar a volta ao resultado, aguentar a vantagem e somar os três pontos. A equipa portista até entrou bem no jogo e teve oportunidades para se adiantar no marcador. Chegou até a parecer um daqueles jogos em que as coisas estão a correr normalmente e em que mais tarde ou mais cedo se vai chegar à vantagem e depois consolidar essa vantagem. Mas depois do penálti não assinalado sobre o Herrera tudo mudou.
  3. O Santa Clara é uma das boas equipas do nosso campeonato, está a meio da tabela classificativa e, se quisesse, podia fazer um jogo descontraído e descomplexado. Foi o que aconteceu. O facto de o FC Porto acabar por não marcar na sua melhor fase, despertou os açorianos e fê-los abrir o jogo. Marcaram aos 38 minutos mas o Militão já tinha feito um grande corte aos 26. Na segunda parte, já depois do FC Porto ter dado a volta ao marcador, o Santa Clara voltou a pressionar os portistas, a pôr velocidade no jogo e a complicar a vida aos campeões nacionais. Aí os centrais entraram em acção e o Iker foi obrigado a algumas intervenções difíceis para manter o resultado.
  4. O FC Porto trabalhou muito neste jogo mas nem sempre trabalhou bem. Depois de uma entrada positiva, a equipa baixou a intensidade, ficou algo macia no confronto físico e perdeu o controlo do jogo. O Santa Clara aumentou a pressão e a velocidade e causou sérios problemas ao FC Porto. Principalmente na segunda parte. A verdade é que pela segunda vez consecutiva o FC Porto começa a perder e é obrigado a dar a volta ao marcador. Fica de positivo a mentalidade e a força interior que permitiram, também pela segunda vez consecutiva, operar a reviravolta no jogo. É desta convicção e desta determinação que nascem campeões.
  5. Soares e Marega, Marega e Soares. E Herrera. Os dois primeiros estão mortíferos e continuam a marcar e a assistir. Nos Açores, Marega assiste Soares para o primeiro golo e no segundo Marega marca numa recarga a um remate de Soares. Herrera é, neste momento, o grande homem do meio-campo: marca, pressiona, acode à esquerda e à direita, enche o campo todo! É um grande jogador e capitão e já é a grande referência da equipa.