EM ALTA

SÉRGIO CONCEIÇÃO

O treinador portista não podia ter sido mais claro e contundente ao afirmar que o FC Porto lidera o campeonato porque é a melhor equipa e porque é a equipa mais forte. E isso está bem à vista na carreira notável que a equipa está a fazer na Liga dos Campeões. O quarto classificado do campeonato tem feito muito barulho, e com o eco habitual em alguns analistas, comentadores e jornalistas menos correctos, e quer fazer passar a imagem de um suposto benefício das arbitragens ao FC Porto. Nada mais falso. O quarto classificado do campeonato está envolto em problemas e polémicas de toda a espécie (penais, fiscais, organizacionais, desportivos) e tenta com esta manobra atirar areia para os olhos dos seus adeptos. Custa-me ver gente que eu julgava séria embarcar nesta história.

A SUBIR

FERNANDO GOMES

Há um trabalho urgente a fazer e o Presidente da Federação chamou a si essa responsabilidade. Portugal afundou-se no ranking da UEFA, as alterações que vão ser introduzidas nas competições europeias prejudicam muito os interesses dos clubes nacionais e por isso é urgente repensar o caminho, alinhavar novas estratégias e pô-las em práctica. Muitas destas medidas têm de ser os próprios clubes a implementá-las, outras, como eu aqui já referi, tem de ser o governo a dar os passos necessários: fiscalidade e violência, por exemplo. Se não se perder mais tempo, julgo que ainda vamos a tempo de não cairmos na irrelevância.

ESTÁVEL

LIGA NOS

O campeonato, se não está ao rubro, está pelo menos bem animado. Quatro pontos apenas separam o 1º do 4º classificado e o 6º e o 16º (primeiro a descer) estão separados por nove pontos. Esta jornada, a 14ª, tem um cartaz impressionante: o FC Porto (1º) recebe o Rio Ave (6º), o Sporting (2º) vai a casa do Vitória de Guimarães (5º) e o Benfica (4º) recebe o Sp. Braga (3º). Melhor é quase impossível!

A DESCER

VAR

Jornada particularmente infeliz para a arbitragem mas, acima de tudo, para a vídeo-arbitragem. O silêncio que veio da Cidade do Futebol foi ensurdecedor. Jonas cava uma daquelas piscinadas que só ele sabe fazer e o VAR, nada; Fábio Veríssimo vê coisas que não existem, assinala dois penaltis-fantasma sobre Bas Dost e Hugo Miguel fica calado; Corona é carregado em falta dentro da área e o VAR (Bruno Esteves), que obrigou Luís Godinho a confirmar duas vezes duas decisões suas, desta vez deixou andar. São erros a mais e que não ajudam o Conselho de Arbitragem a credibilizar o sector.

EM QUEDA LIVRE

JOSÉ MOURINHO

Despedido do Chelsea, despedido do Manchester United, a carreira do treinador português parece ter entrado na fase descendente. Más contratações, mau futebol, mau relacionamento com os jogadores e com a direcção do clube. Tudo isto contribuiu para o fim da era “Happy One”. Não faltarão convites para treinar, convites milionários, até, mas não estou certo que venham de clubes relevantes. Espero estar enganado porque, seja como for, Mourinho é uma das grandes personagens do futebol mundial. E um português relevante.