EM ALTA
FC PORTO

Os campeões nacionais terminam 2018 e começam 2019 claramente em ascensão. Em 2018 recuperaram o título que escapava há 4 épocas, juntaram-lhe a Supertaça e bateram uma série de recordes: 88 pontos na I Liga, 16 pontos na fase de grupos da Liga dos Campeões, cinco vitórias consecutivas na mesma prova e uma série de 16 vitórias consecutivas em todas as competições. Em 2019 elevam esse recorde para 17 vitórias consecutivas e alargam para 5 pontos a vantagem que têm na liderança do campeonato. Os próximos feitos seriam uma vitória inédita na Taça da Liga e um recorde nacional absoluto de 19 vitórias consecutivas.

A SUBIR
MAIOR CLUBE PORTUGUÊS

O Jornal de Notícias avançou ontem com os últimos dados que medem a grandeza dos clubes portugueses nas redes sociais Não é novidade que o FC Porto lidera essa realidade . Há muito tempo que vinha chamando a atenção para a supremacia portista no número de seguidores nas redes sociais. O que tem muito a ver com a renovação geracional. Estes dados confirmam a implantação nacional e a dimensão internacional do FC Porto. São mais de 6.2 milhões de seguidores, contra 5.9 do Benfica e 3.9 do Sporting. São números esclarecedores e que acabam com certos mitos e certas mentiras.

ESTÁVEL
PORTIMONENSE

Depois de golear o Sporting por 4-2, despachou o Benfica com uma vitória por 2-0. A equipa de António Folha demorou a carburar mas agora sobe na tabela classificativa e é uma das boas equipas deste campeonato. Daquelas que não tremem perante ninguém. Que sabem defender e que sabem atacar. O Folha é, segundo ele próprio, um romântico, e esse estado de alma já contribuiu para o despedimento de José Peseiro e para pôr um ponto final na carreira de Rui Vitória no Benfica (e talvez no futebol português). Cada vez menos atípico.

A DESCER
LUÍS FILIPE VIEIRA

A vida não está fácil para o presidente do Benfica. Para além dos processos judiciais, processos administrativos e processos desportivos em que está envolvido o clube, tem agora em mãos a questão do despedimento de Rui Vitória e da contratação do próximo treinador. Que dificilmente será uma solução que agrade a todos (há apenas um ou dois nomes mais abrangentes mas que dificilmente quererão vir para o Benfica). Mas o meu destaque nem é bem para o empurrão a Vitória, é mais por este problema já poder estar resolvido há dois meses e tudo ter ficado adiado por causa duma luz que o iluminou e que agora se fundiu. LFV falha por duas vezes o timing do despedimento do treinador, maio e novembro, fazendo-o em janeiro com mais custos pessoais e desportivos.

EM QUEDA LIVRE
RUI VITÓRIA

O treinador bi-campeão pelo Benfica sai pela porta pequena, sem honra nem glória. O percurso no clube teve muitos altos e baixos: nos baixos faltou alguma autocrítica, sobrou dissimulação e revelou-se afinal menos cavalheiro do que aquilo que aparentava ser (Sérgio Conceição foi o primeiro a ver-lhe a careca); nos bons momentos faltou alguma modéstia e, sabe-se agora, que nem tudo o que foi conquistado o foi de forma limpa. Padres, vouchers, emails, toupeiras e afins ensombram as vitórias por ele obtidas, bem como as obtidas anteriormente por Jorge Jesus. Aliás, ficou célebre aquela ameaça de Jorge Jesus já no Sporting a um quarto árbitro, dizendo-lhe bem alto e na cara “eu sei muita coisa, atenção, eu sei muita coisa do passado”. Para além disso, Rui Vitória nunca foi capaz de se impor à SAD e foi conivente com o enorme desinvestimento que foi feito no plantel. Obviamente, acabou por ser o primeiro bode expiatório.