As 5 conclusões que importa retirar da 18ª jornada da I Liga 2018/19:

 

  1. O FC Porto começou da melhor forma a segunda volta do campeonato ao ir a Chaves golear por 4-1. Não era uma deslocação fácil e outros candidatos já la tinham perdido pontos. Os portistas mantêm, assim, a vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado e têm o melhor ataque e a melhor defesa da I Liga.

 

  1. O que mais me surpreendeu neste jogo foi a frescura física demonstrada pela equipa do FC Porto. Era o terceiro jogo em apenas sete dias, depois de um clássico em Alvalade e de uma eliminatória da Taça de Portugal, contra o Leixões, que necessitou de um prolongamento para apurar o semifinalista. O mérito vai inteirinho para os responsáveis pela recuperação física do clube e para a gestão do plantel feita por Sérgio Conceição no jogo da Taça.

 

  1. O jogo foi dominado do princípio até ao fim pelo FC Porto, os golos foram aparecendo de forma natural e a goleada é adequada ao que se passou dentro do relvado. O Chaves tem bons jogadores, quis jogar sempre organizado e apostar no contra-ataque mas não pressionou de forma eficaz os jogadores do FC Porto, que assim puderam pôr as suas melhores valências em campo. Quase todos os golos resultaram de jogadas bem construídas e de magníficos passes de ruptura: Óliver para Corona no 2º golo, Herrera também para Corona no 3º golo e Militão para Fernando Andrade no 4º golo.

 

  1. A goleada resulta de uma boa e sólida exibição colectiva, mas obviamente que há jogadores que se destacaram mais do que outros. Desde logo, Tiquinho Soares, que se redimiu do falhanço em Alvalade com um hat-trick (três golos consecutivos), passando a ser o melhor marcador do FC Porto no campeonato (num só jogo ultrapassou Brahimi, com 6 golos, e Marega, que leva 7 marcados); Militão esteve impecável no lado direito da defesa; Pepe (a provar que é daquelas aquisições que é para jogar logo) a mostrar-se muito seguro a jogar pelo lado esquerdo do centro da defesa e a oferecer a Sérgio Conceição uma panóplia de novas opções para a defesa; Óliver, Herrera, Marega, Corona estiveram igualmente em bom nível.

 

  1. Pela segunda jornada consecutiva o FC Porto é vítima de erros clamorosos das equipas de arbitragem. Primeiro foi Hugo Miguel, em Alvalade, a manter em campo Bruno Fernandes mais 45 minutos do que aqueles que a lei permite, numa decisão inexplicável seja por que prisma for. Em Chaves, foi Nuno Almeida o protagonista ao errar de forma básica, assinalando um penalti inexistente contra os portistas. Por acaso, o FC Porto estava na frente do marcador e com uma vantagem confortável mas, e se não fosse assim? E, se por acaso, a vantagem fosse escassa, ou nem sequer existisse? Mais concentração, por favor, senhores árbitros!