1.      O FC Porto empatou a zero em Guimarães e viu o segundo classificado aproximar-se, dispondo, no entanto, ainda de uma boa vantagem de três pontos. Os portistas somaram o 25º jogo consecutivo sem derrotas mas permitiram que o Vitória de Guimarães lhes roubasse já 5 pontos nesta temporada. Não é algo muito normal mas de vez em quando acontece e o Vitória deu tudo o que tinha para o conseguir.

 

2.      O campeonato é uma maratona e uma prova de regularidade. O FC Porto soube construir, com competência, persistência e qualidade uma vantagem para os demais concorrentes, que o deixa a salvo de qualquer perigo quando as coisas não correm tão bem. A vantagem de se ter construído um fosso para os adversários é que, acontecendo um tropeção, a equipa mantém-se isolada na liderança.

 

3.      O empate no D. Afonso Henriques é tremendamente injusto para aquilo que a equipa do FC Porto jogou e para as oportunidades que construiu. Não foi uma exibição cinzenta, bem pelo contrário, a qualidade do adversário puxou pela equipa, que foi obrigada a dar o seu melhor. O FC Porto apresentou uma boa condição física e anímica e só assim conseguiu lutar até ao final pelo melhor resultado. O adversário foi fisicamente forte e defendeu muito bem, qualquer outra equipa teria claudicado, e mais cedo.

 

4.      O grande e inultrapassável obstáculo foi a finalização. O FC Porto construiu uma mão cheia de golos cantados e duas mãos de boas oportunidades! Douglas esteve insuperável na baliza vitoriana, e quando ele falhava estava lá alguém a salvar em cima da linha de golo; alguns remates embateram na barra ou passaram a centímetros dos postes. O FC Porto criou mais oportunidades de golo do que aquelas que se poderia esperar antes do jogo e foi, certamente, a equipa que mais as criou naquele estádio. Mas há noites assim, a falta de sorte e de pontaria acabam por penalizar a melhor equipa em campo.

 

5.      A exibição colectiva foi muito forte, talvez Brahimi e Marega tenham tido exibições menos conseguidas – Brahimi raramente furou ou desequilibrou a defesa do Vitória, Marega mais trapalhão do que o habitual e menos letal na hora de fazer o golo, ele que teve duas ou três oportunidades de concretizar – mas era muito injusto não destacar a exibição de Óliver: eficaz a defender, forte na recuperação de bolas, classe no lançamento do ataque, excelente visão e técnica de jogo nos passes e aberturas que fez para os seus colegas. Homem de luta, encheu o campo com o perfume do seu futebol.