EM ALTA

LIGA DOS CAMPEÕES

Na próxima terça-feira regressa a prova rainha do futebol europeu e, mais uma vez, o FC Porto é a única equipa portuguesa presente. Os portistas foram a melhor equipa da fase de grupos e agora defrontam a Roma nos 1/8 de final da prova. Os italianos são uma grande equipa e um adversário muito difícil. Há duas épocas atrás as duas equipas defrontaram-se no play-off de apuramento para esta competição e o FC Porto levou a melhor: empate a uma bola no Dragão e vitória por 3-1 no Olímpico de Roma. Como única equipa portuguesa de verdadeira dimensão europeia, espera-se do FC Porto uma digna participação e que lute até à exaustão pela passagem aos ¼ de final da prova. As improváveis ausências de Marega e Corona são uma contrariedade mas Sérgio Conceição e a equipa saberão ultrapassar essas dificuldades e até, quiçá, transformá-las em força.

A SUBIR

BENFICA

Depois de despedir Rui Vitória, o clube da Luz recuperou 4 pontos no campeonato, cilindrou o Sporting em Alvalade (muito demérito deste) e derrotou-o na Luz para a Taça de Portugal (2-1 e ficando a eliminatória em aberto). A equipa recuperou a confiança, soltou-se e o futebol praticado é mais intenso, veloz, havendo uma aposta clara (e eficaz) no contra-ataque. Pelo meio, limpou (?) o balneário, reorganizou a equipa e sofreu apenas uma derrota, embora clara, frente ao FC Porto, na Taça da Liga. Está mais forte a atacar mas mantém os problemas a defender. Aproximou-se do primeiro lugar mas tem o segundo lugar em perigo, com o Braga a morder-lhe os calcanhares, apenas um ponto atrás.

ESTÁVEL

MOREIRENSE

É a grande surpresa e a equipa sensação do campeonato. Ocupa o quinto lugar, apenas a cinco pontos do Sporting e é das equipas que melhor futebol pratica. Ivo Vieira habituou-nos a equipas bem estruturadas, ambiciosas e que praticam um futebol arejado e positivo. Hoje recebe o FC Porto, equipa que sente muitas dificuldades nestas deslocações a Moreira de Cónegos, mas, independentemente do resultado final, fica esta imagem positiva da equipa que há duas épocas venceu a Taça da Liga.

A DESCER

ARBITRAGEM

Ainda não há notícia da abertura de qualquer processo a Luís Filipe Vieira, o novo incendiário do futebol português, mas o processo de condicionamento da arbitragem está em curso. Desde o dia em que o presidente do Benfica interveio para afastar (com sucesso) um árbitro e coagir todos os outros que as arbitragens entraram numa fase negativa, acumulando uma sucessão de erros em que o clube da Luz é, directa ou indirectamente o mais beneficiado. Hélder Malheiro, Rui Costa, Artur Soares Dias e Luís Godinho tomaram decisões erradas e que influenciaram o resultado desses jogos e, até, dos seguintes. Valeu o VAR que ajudou a repor a verdade desportiva em algumas dessas situações.

EM QUEDA LIVRE

SPORTING

Como sempre disse, esta época devia ter sido encarada pelo clube como uma época de transição. Os eventos de maio foram traumáticos, muitos jogadores saíram na ressaca desses acontecimentos, alguns a custo zero (houve também quem regressasse), o presidente foi destituído, um novo foi eleito e houve outro de transição. A meio, e a destempo, ainda mudaram de treinador. Mas agora que mudaram, e apesar do comportamento errático, devem aguentar. Caso contrário entram (ou mantêm-se) numa espiral recessiva e sem fim à vista. Sem vencer há 5 jogos consecutivos e com apenas 2 vitórias nos últimos 9, os sportinguistas deviam refrear as expectativas em relação a esta época. E às próximas épocas. Afinal o Sporting não vence um campeonato desde 2002 e apenas venceu 4 nos últimos 44 anos.