EM ALTA

O CLÁSSICO

Este é o grande jogo do nosso campeonato. Os dois maiores clubes, os mais titulados, os principais candidatos à vitória final. O FC Porto, campeão em título e líder da prova, recebe o Benfica, segundo classificado e principal desafiador. A melhor defesa (FCP) defronta o ataque mais concretizador (SLB). Um ponto apenas separa as duas equipas. O encontro ainda não é decisivo mas quem o vencer fica melhor posicionado para vencer a prova. O empate favorece quem vai à frente, neste caso, o FC Porto.

A SUBIR

OS TREINADORES

Sérgio Conceição tem feito um trabalho brilhante ao serviço do FC Porto, que, de resto, tem sido muito elogiado por aqui. Pegou numa equipa arredada dos títulos e transformou-a numa verdadeira máquina competitiva. Também impressiona o trabalho que tem realizado com cada um dos jogadores individualmente. Ora recuperando atletas que pareciam perdidos, ora melhorando e aprimorando as capacidades dos outros. Estes últimos jogos são apenas mais um exemplo desse trabalho notável. Bruno Lage, por seu lado, tem o mérito de ter recuperado uma equipa que começava a desacreditar dela própria. Há um Benfica antes dele e outro depois dele. Para melhor. Dizer isto já não é pouco. Agora falta tudo o resto.

ESTÁVEL

FEDERAÇÃO E LIGA

É verdade que as competições estão ao rubro, mas esta jornada demonstrou-nos que ainda existem muitas coisas a melhorar e que dificilmente se entende que continuem a acontecer. Atrasar a entrada dos adeptos no estádio é criminoso e revela tacanhez. Sem adeptos não há futebol, há menos receitas e não há ambiente que enquadre, sequer, a transmissão televisiva. Pagar o bilhete, viajar dezenas ou centenas de quilómetros e entrar com o jogo já a decorrer é uma enorme falta de respeito. Por outro lado, já é mais do que tempo de erradicar o antijogo. É irritante estar a ver um jogo que está sempre a ser interrompido por simulação de faltas e lesões e em que a reposição da bola em jogo é feita sempre devagar ou devagarinho. O que tem que ser alterado é a mentalidade dos treinadores e dos jogadores, mas enquanto isso não acontece compete às equipas de arbitragem cumprirem as regras e compensarem devidamente o tempo perdido.

A DESCER

ADOP

Em semana de clássico, a autoridade antidopagem portuguesa resolveu ser parte do jogo. Pela primeira vez no futebol português temos um caso de controlo antidoping ad hominem. Brigadas da ADOP dirigiram-se ao Olival com o propósito único de controlar um jogador, neste caso, Marega. Coisa nunca vista e que levanta suspeitas e nos deixa perplexos. Este raide foi revelado pelo FC Porto já depois das 22h30. Curiosamente, alguns momentos depois, começou a circular a notícia de que Jonas, jogador do Benfica, também tinha sido alvo de um controlo igual. Tudo isto é muito estranho. Os controlos são sempre aleatórios ou colectivos. Nunca dirigidos a um futebolista em especial. E até às onze da noite o Benfica não tinha nada a dizer. É caso para dizer que a fantástica recuperação (e o tratamento) do jogador do FC Porto deixou muita gente surpreendida (e talvez desiludida…).

EM QUEDA LIVRE

ANTÓNIO CLUNY

A justiça tem de ser equidistante, imparcial e não pode estar condicionada por agendas pessoais (escondidas). Na semana passada falamos aqui do Eurojust e da reunião onde se discutiram vários assuntos decorrentes das revelações do “Football Leaks”, cujo denunciante é Rui Pinto. Pois bem, esta semana ficámos a saber pela imprensa alemã (a nossa nunca nos diz nada quando se trata de um certo clube) que António Cluny, o representante português nessa agência europeia, é pai de João Cluny, advogado e que representou um banco das Ilhas Caimão num processo contra, adivinhem lá, Rui Pinto. Mais, nessa reunião chegou mesmo a ser discutido um mandato de detenção europeu para o denunciante português. Ora, o escritório onde trabalha o filho do procurador está contratado pelo Benfica no caso e-toupeira e representa muitos daqueles que foram desmascarados pelo “Football Leaks”. Sobre isto, António Cluny manteve-se em silêncio. É óbvio que estamos perante um claríssimo conflito de interesses, não é?