1.      O FC Porto derrotou o Marítimo por 3-0 e continua a co-liderar a Liga. Faltam oito finais e a emoção está garantida até à última jornada. Cada etapa tem as suas particularidades, os seus perigos e a expectativa para cada uma delas é enorme. Vão ser jogos que ninguém vai querer perder e por isso era bom que tudo decorresse dentro da legalidade e da maior normalidade. Com os melhores árbitros a apitarem os melhores jogos, com os assistentes de olhos bem abertos e com o VAR atento e a actuar sempre que houver razão para tal. Sem parasitas.

 

2.      A vitória do FC Porto é justa e indiscutível. Foi um jogo de um só sentido e percebe-se que nem a expulsão de um jogador do Marítimo ainda cedo no jogo alterou grande coisa. Os madeirenses vinham para defender e, assim, fecharam-se ainda mais. O FC Porto bateu o recorde absoluto de remates e de remates dentro da área num só jogo. O Marítimo não fez um sequer.

 

3.      Apesar do sentido único do jogo, a verdade é que o intervalo chegou com o resultado ainda a zero. Talvez o jogo que o FC Porto apresentava fosse algo previsível, mas a pressão era grande e as oportunidades foram surgiram em bom número. Só a pontaria desafinada de Marega (quatro oportunidades) ou o excesso de pontaria de Herrera (uma bola na barra) impediram que a equipa já fosse em (justa) vantagem para o balneário.

 

4.      O jogo acabou por ficar resolvido na segunda parte. Sérgio Conceição mexeu logo ao intervalo, tirando Pepe e metendo Manafá, e a diferença fez-se logo notar. O ex-jogador do Portimonense meteu mais velocidade e mais profundidade no jogo, lançando o pânico na defesa do Marítimo com uma série de cruzamentos que culminaram no remate de Soares que foi cortado com a mão pelo jogador do Marítimo. Alex Telles converteu o penalti com grande frieza e eficácia e o jogo ficou resolvido. O Marítimo foi incapaz de esboçar uma reacção e os restantes golos do FC Porto foram surgindo com naturalidade.

 

5.      O joker do jogo foi Manafá, o momento decisivo foi o penalti convertido por Alex Telles mas o homem do jogo foi Corona. O mexicano, dividido pelos dois flancos, partiu a loiça toda: duas assistências, dez passes para finalização, dez cruzamentos, quatro remates e 92% de eficácia no passe. Apesar de não ter marcado, Marega também fez um bom jogo, tal como Alex Telles, Militão, Herrera e todos os que vieram do banco: Manafá, Brahimi e Óliver.