EM ALTA

LIGA NOS

O campeonato recomeça hoje e agora não para mais. São oito jornadas consecutivas até ao apito final. Vão ser perto de dois meses de alta tensão e de muita emoção. Tudo está em aberto, do campeão às descidas de divisão, passando pelos lugares europeus. Jogadores e treinadores vão dar o melhor de si para alcançarem a melhor classificação possível. Espera-se que os árbitros estejam à altura deste desafio: podem ser protagonistas, mas têm de ser equidistantes e justos. Não se deixem influenciar por aqueles que vos julgam marionetas!

A SUBIR

FC PORTO UNIVERSAL

O único clube português de verdadeira dimensão internacional recebeu no seu estádio um jogo da selecção brasileira. Nesse jogo participaram cinco jogadores que actuam ou já actuaram no FC Porto: Éder Militão, Alex Telles, Danilo, Casemiro e Alex Sandro. Já na próxima Taça das Nações Africanas é altamente provável que estejam presentes a representar os seus países oito atletas portistas, podendo mesmo ser o clube mais representado. Cinco que fazem parte do plantel actual, Marega, Brahimi Aboubakar, Mbemba e Loum, e mais três que estão emprestados, Mikel, Chidozie e Waris. Não há muitos clubes assim!

ESTÁVEL

CR7

Não sou dos que acham que é preciso escolher um dos lados na rivalidade entre Cristiano Ronaldo e Messi. Os dois são magníficos e em cada ano, naturalmente, um acaba por superar o outro. Do que não tenho qualquer dúvida é que o CR7 é, de longe, o melhor jogador português de todos os tempos e que, juntamente com o argentino, é um dos cinco melhores de sempre do futebol mundial. Mas o que eu queria destacar é o discurso que ele teve no final do jogo com a Sérvia, em que até acabou por sair mais cedo por lesão. Foram palavras de um verdadeiro líder: críticas qb à exibição, motivadoras sobre a qualidade da equipa e confiantes quanto aos resultados futuros. Com esta postura, que em si é natural, ajudou muito a retirar pressão sobre a selecção.

A DESCER

LIGA DE CLUBES

Há episódios que só o futebol português é capaz de nos proporcionar. Estamos habituados às decisões mais estapafúrdias e a reversões ainda mais extraordinárias. O mundo avança mas o dirigismo nacional parece sempre capaz de nos devolver ao passado. Há um ano e meio os clubes decidiram, e bem, reintegrar o Gil Vicente na I Liga na época 2019/2020. Para não alargar o campeonato para 20 participantes, esta época têm de descer três equipas. Acontece que a disputa para não descer está ao rubro fruto de um elevado número de equipas que ainda podem cair na zona de despromoção. Assim, como há muitos clubes com medo de descer, entre os quais alguns que seria um verdadeiro escândalo se tal acontecesse, os dirigentes começam a levantar dúvidas sobre o processo de reintegração do Gil Vicente, pretendendo com isso que apenas desçam duas equipas. O resto logo se vê. Uma vergonha.

EM QUEDA LIVRE

NACIONAL-BENFIQUISMO

É a coisa mais pacóvia e um dos maiores sinais (e causas?) do nosso atraso civilizacional. Esta semana descobrimos que temos um novo estádio nacional, que passou do salazarista Jamor para a nova Luz. É o novo estádio do regime e o desfile de “altas personalidades” continua igual a outros tempos. A mesma selecção nacional que fez dois jogos seguidos nesse estádio é a mesma que não joga no Dragão desde 2012. Sendo que desde essa data já disputou nove jogos no estádio do Benfica. É significativo. Para compor o ramalhete já se sabe que o próximo encontro será disputado em Alvalade. Muda o estádio, e ainda bem, mas continua na capital do império.