1. O FC Porto foi a Braga vencer por 2-3 num jogo louco: erros pouco usuais das duas equipas, muitos golos, alternância no marcador, reviravoltas sucessivas, incerteza no resultado até ao apito final. Apesar de ter assistido ao jogo no sofá, ainda hoje me sinto um pouco cansado. A vitória foi sofrida e muito difícil, mas a sua justiça é inquestionável. As bolas paradas foram decisivas para um FC Porto que agora se revela frio e eficaz na marcação de grandes penalidades.
  2. Este jogo era antevisto por todos como um dos mais difíceis, ou mesmo o mais difícil, até ao final do campeonato. A vitória foi, por isso mesmo, muito festejada e mostrou-nos um FC Porto que, jogando melhor ou pior, vai lutar pela vitória até ao final de cada jogo e vai disputar cada jogo como se fosse uma verdadeira final. A união, a força e a vontade de vencer deste grupo são tão fortes que levam à superação individual e colectiva. Mesmo que por momentos se jogue com menos discernimento do que o habitual, há a certeza de que coração nunca vai faltar.
  3. O FC Porto entrou mal nas duas partes do jogo, sofrendo um golo em cada uma delas. Ora, tendo os portistas a melhor defesa da competição, é pouco usual sofrerem dois golos num jogo. Mas mais estranho ainda foi a forma como os permitiram. Nas duas jogadas a bola era do FC Porto e em ambas foi perdida de forma pouco “católica”. Há vários erros, de vários jogadores. Foram desconcentrações que obrigaram a equipa a ir sempre atrás do resultado e que puseram o Braga na mais confortável das situações.
  4. O treinador Abel Ferreira confessou no final do jogo que o Braga jogou para não perder e que a estratégia passava por condicionar o jogo do FC Porto. Aliás, já se tinha percebido isso na conferência de antevisão da partida. Ora, para uma equipa que almejava não perder, ver-se a ganhar sem nada fazer para isso, era a situação perfeita. O Braga defendeu muito e defendeu quase todo o jogo, Só depois do FC Porto dar a reviravolta definitiva ao resultado é que atacou e tentou chegar por vontade própria ao golo. Tentou, mas o Porto não deixou.
  5. Não foi um grande jogo de futebol, mas foi uma partida emocionante, tensa e sempre com o resultado final altamente incerto. Tenho a certeza que quem passou pelo jogo na televisão, não o conseguiu largar antes do fim. Foi uma boa propaganda para o futebol e uma lição para quem define as horas dos jogos: a tarde é propícia ao futebol, o tempo estava primaveril, os adeptos compareceram em massa, contribuíram para a melhor casa da época e assistiram a um jogo palpitante. O Mar Azul inundou a Pedreira, contribuindo para a vitória e vibrando com o resultado. Faltam sete finais.