1. O FC Porto começou da pior maneira o ataque ao título. Perder em Barcelos, por 2-1, não passava pela cabeça do mais pessimista dos adeptos portistas nem pela do mais optimista dos gilistas. Principalmente depois do jogo frente ao Krasnodar. Foi um arranque em falso e cujas consequências só não serão tão graves porque estamos no início da competição. Como diz o Pepe, é necessário tirar ilações desta derrota e o grupo tem de se manter unido porque a caminhada ainda é longa.

2. A importância que se deu, e que se está a dar, às eliminatórias da Liga dos Campeões fez com que este jogo fosse, de alguma forma, relegado para um plano secundário. A equipa até não entrou mal no jogo, mas rapidamente se percebeu que seria preciso dar algo mais para chegar à vitória. O treinador fez três alterações no onze inicial e a equipa ressentiu-se disso. A época ainda está no início e o plantel sofreu muitas alterações, o que exige mais tempo e mais trabalho, e quantos mais jogadores rotinados puderem jogar, melhor. Foi pena a ausência do Romário Baró, a lesão do Danilo, que fez realmente falta, e o atraso na preparação do Marega. Foi pena, até, o Uribe não ter chegado há mais tempo!

3. A defesa cometeu erros que não pode cometer, e que já vêm da pré-temporada, ao meio campo faltou criatividade, rotação e capacidade de desequilibrar e no ataque voltaram-se a falhar golos cantados. O jogo produzido pelos quatro médios foi pobre e muito curto. Faltou amplitude, faltaram metros. Não ligaram a equipa.
Deste jogo apenas retiro de positivo a categoria de Marchesin, a preponderância do Alex Telles, de algum modo a regularidade do Sérgio Oliveira, os bons apontamentos do Zé Luís e a boa entrada do Luís Diaz.

4. Eu não sou treinador, nem assisto aos treinos. Mas os melhores têm de jogar mais. Saravia, Uribe, Diaz, Nakajima são internacionais e boas contratações. Ao Tomás, ao Romário e ao Fábio foi dada a oportunidade de fazerem a época na equipa principal, espero que sejam considerados (e geridos) como verdadeiras alternativas.
O plantel construído para esta temporada tem mais e melhores soluções do que o da época passada. Por isso mesmo, e ainda que não saiam já, há quem tenha de mostrar muito mais para voltar a ter uma oportunidade.

5. Uma palavra final para o Gil Vicente, justo vencedor da partida, e para o seu treinador, Vítor Oliveira. Equipa recém-construída mas já a funcionar em pleno. Bem organizada, bem estruturada, com um plano de jogo bem definido e melhor executado. Bons valores individuais. A reacção ao golo sofrido, que acabou por matar o jogo, foi de equipa adulta. A verificar mais adiante.