1. O FC Porto sofreu, e muito, para derrotar o Portimonense por 3-2, com o golo da vitória a surgir na última jogada do desafio. A vencer por 2-0 ao intervalo, deixou-se empatar no quarto de hora final. Não é algo de original, já que na época passada isto aconteceu algumas vezes. Espero que não seja preciso mais nenhuma lição. Estas vitórias in-extremis podem dar campeonatos, mas desperdiçar vantagens destas pode levar a um final menos feliz.

2. O FC Porto teve uma entrada fortíssima em jogo e ao intervalo já podia ter os três pontos no bolso com uma vantagem bem maior do que os dois golos. Duas bolas nos postes, duas boas defesas de Ricardo Ferreira e dois remates tangentes mantiveram o resultado dentro daquela margem considerada ainda perigosa. O FC Porto dava espectáculo.

3. Defesa sem trabalho, meio campo imperial e ataque criativo e demolidor. Futebol total. Assim foi durante os primeiros 45 minutos. Danilo e Uribe entendem-se cada vez melhor e começam a formar uma dupla de grande dimensão. O próprio Danilo, ganhando confiança e sentindo as costas protegidas começa a aparecer no ataque de forma que pode ser decisiva em muitos jogos. Outro jogador que merece um destaque positivo individual é Otávio (e estamos sempre a falar da primeira parte). Que grande jogo ele fez! Criativo e incisivo, é a prova de que a concorrência aguça o engenho.

4. O pior veio depois. A entrada na segunda parte não foi tão boa e à hora de jogo estava tudo sonolento. A desinspiração de Marega e Diaz impediam a vantagem de dilatar, Sérgio Conceição demorava a mexer na equipa e quando o fez não foi feliz. Tudo isto fez aparecer o Portimonense. Folha (sempre sagaz) começou cedo a mexer a partir do banco, a equipa começou a acreditar e em três minutos e aos dois primeiros remates da partida o jogo estava empatado.

5. O que se seguiu também não foi bonito. O FC Porto não conseguia segurar o jogo, muito menos voltar a dominá-lo. O Portimonense voltou a criar perigo, Alex Telles foi obrigado a sacrificar-se e o jogo ia caminhando para o fim. Valeu, então, a qualidade de Marchesin também nos pontapés longos, a alma enorme da equipa e a categoria e eficácia nos lances de bola parada. Já não havia Alex Telles mas ainda havia Corona. E Marcano, pelo segundo jogo consecutivo, não perdoou. Estava selada uma vitória dificílima mas que ninguém pode dizer que não seja justa.