1. O FC Porto foi a Vila do Conde buscar três pontos muito importantes na luta pelo título. Venceu por 1-0 e somou a oitava vitória consecutiva em todas as competições. Foi difícil mas foi uma vitória justa, reconhecida pelo próprio treinador do Rio Ave, Carlos Carvalhal.

2. Sérgio Conceição tinha avisado que esta era uma das deslocações mais difíceis do campeonato e o jogo provou isso mesmo. O Rio Ave é uma excelente equipa, muito bem orientada e que joga sempre para vencer. Carvalhal impôs um futebol ofensivo e construiu uma equipa que disputa o resultado do primeiro ao último minuto. Ontem fez um jogo competitivo e conseguiu uma aparente superioridade nos minutos finais. A verdade é que o FC Porto teve quase sempre o jogo controlado e o Rio Ave fez apenas um remate (de fácil defesa) à baliza de Marchesin.

3. A primeira parte foi toda do FC Porto. Uma grande oportunidade aos dois minutos, um golo aos onze e 70% de posse de bola. A segunda parte foi diferente: o Rio Ave fez duas substituições ao intervalo e tornou-se mais ofensivo. Chegou a jogar com três defesas, três médios, dois alas e dois pontas de lança. A equipa jogou mais no meio campo do FC Porto e foi mais afoita, mas ainda assim apenas conseguiu criar a tal oportunidade de golo. O FC Porto, mesmo fazendo um jogo mais seguro e calculista, enviou duas bolas aos ferros da baliza de Kiezsec e ainda permitiu a este a defesa da noite a remate de Zé Luís.

4. A vitória do FC Porto não foi brilhante, nem pode ser sempre assim, e assentou mais na raça, na entrega, na abnegação e no forte espírito de grupo. Todos sabiam que era importante ganhar e trazer os três pontos e todos lutaram muito e fizeram por isso. A deslocação difícil foi superada com êxito, o trauma da época passada foi esquecido e ultrapassado e a equipa pode encarar com tranquilidade a paragem longa que se segue.

5. Numa vitória tão assente no colectivo parece contraditório realçar uma exibição individual. Mas Marega merece esse destaque. Não só pelo golo da vitória (são agora quatro no campeonato) mas sobretudo pela luta constante que deu aos defesas do Rio Ave e pelas jogadas de ataque que construiu e deixaram em desassossego essa mesma defesa. Marega esteve um pouco solitário no ataque portista mas nunca deixou de ser solidário com a equipa. Era o primeiro a pressionar no ataque mas nunca deixou de vir defender quando era preciso.