1. O FC Porto assinou uma exibição muito cinzenta frente ao Desportivo das Aves, último classificado do campeonato, mas garantiu os três pontos ao chegar à vitória com um golo de Marcano. Três pontos são três pontos e nas contas finais valem tanto aqueles conseguidos com exibições mais fracas como os conseguidos em noites de gala. Aliás, depois do empate frente ao Marítimo o que era obrigatório era vencer.
  2. O FC Porto atravessa um período muito intenso de jogos, tendo disputado quatro partidas nos últimos onze dias. Agora são mais quatro dias para o jogo na Escócia e depois mais três para a batalha do Bessa. É natural, por isso, que haja algum desgaste e que se recorram a opções que noutras alturas não seriam utilizadas tão intensamente.
  3. Ainda assim, isto não é suficiente para justificar uma exibição tão pobre como a de ontem frente ao Aves. O FC Porto tem obrigação de fazer mais e melhor. Seja em que circunstâncias forem. O ataque praticamente não existiu, o meio campo foi carburando mas engasgou-se muitas vezes, os laterais pouco subiram, salvaram-se os centrais. Pepe e Marcano foram os esteios da equipa, garantindo o golo que deu a vitória e passando sempre uma mensagem de tranquilidade e confiança para o resto da equipa. Se o resultado nunca esteve em causa, porque nunca esteve, muito se deve à categoria e à solidez da exibição destes capitães de facto.
  4. No final da partida, Sérgio Conceição, ao contrário de muitos no futebol português, assumiu que a exibição não foi das melhores, que a equipa esteve algo intranquila na segunda parte e que até compreendia a insatisfação de alguns adeptos no final do jogo. O empate na Madeira, a exibição inconsistente e o segundo golo que não apareceu causaram algum desconforto nas bancadas o que intranquilizou a equipa. Os adeptos são livres de se manifestarem quando e como quiserem, mas eu tenho dificuldade em compreender como é que a meio de um jogo que não estava a correr bem mas em que a equipa estava na frente do marcador os adeptos arriscam intranquilizar a equipa de vez. As manifestações de desagrado são legítimas mas deviam ficar para o fim da partida.
  5. Esta época não tenho falado muito de arbitragem mas as coisas estão a atingir um ponto em que é difícil passar ao lado do tema. Depois da arbitragem medíocre e iníqua de Jorge Sousa no jogo com o Marítimo, ontem tivemos um par de decisões incompreensíveis do VAR Rui Costa. Rui Costa (e Jorge Sousa) tem um longo historial de actuações prejudiciais para o FC Porto: da recepção ao Feirense na época 16/17, à ida à Vila das Aves em 17/18, passando pela visita a Guimarães na temporada passada. Ontem conseguiu tirar mais dois coelhos da cartola, deixando passar em claro dois penaltis inequívocos a favor do FC Porto. Pior, na primeira situação levou o árbitro a reverter uma decisão que estava correcta! Ora, se as grandes penalidades são assinaladas e depois transformadas em golo, o FC Porto teria chegado ao intervalo a vencer por 3-0. É diferente, não é? São erros a mais, é incompetência a mais, é muito mal que se faz ao futebol português, principalmente ao FC Porto. Só não percebo é a protecção que recebe do Conselho de Arbitragem. Terá lá algum padrinho?