1. O FC Porto recebeu e bateu o Paços de Ferreira por 2-0, contando só por vitórias os jogos disputados no Estádio de Dragão e ainda sem sofrer qualquer golo. Não foi uma exibição brilhante mas foi o suficiente para assegurar três pontos essenciais na luta pelo título, que cada vez mais se disputa a dois.
  2. O jogo não foi entusiasmante mas o FC Porto entrou bem e marcou cedo. A ausência de reacção do Paços ao golo sofrido fez com que o FC Porto se sentisse sempre confortável e mantivesse o controlo do jogo a uma velocidade moderada; o cansaço da noite europeia vitoriosa também se fez notar, com os jogadores a baixarem a velocidade da circulação da bola. As oportunidades não foram muitas, ainda assim o FC Porto, entre outros lances, enviou duas bolas aos postes através de Marega e Sérgio Oliveira.
  3. O momento da noite foi o golo de Zé Luís. Um momento de extraordinária beleza e pura inspiração. O futebol é assim: o avançado portista (melhor marcador da equipa) não marcava há algumas jornadas e estava fora dos eleitos para este jogo. Uma indisposição de última hora de Fábio Silva levou o cabo-verdiano para o banco e uma lesão de Aboubakar levou-o a jogo ainda na primeira parte. Agora, dificilmente perderá a titularidade no próximo jogo.
  4. Quem está a subir de rendimento e a tornar-se peça importante na equipa é Loum. O senegalês aproveitou a oportunidade que teve no jogo do Bessa e já vai na quarta titularidade consecutiva. Marcou um excelente golo a inaugurar o marcador, teve dois ou três remates e impôs-se no meio campo. Com o número e frequência de jogos a intensificar-se é bom confirmar que o plantel tem alternativas de elevado valor para disputar com sucesso todas as competições em que está envolvido.
  5. Gostava de utilizar este ponto para elogiar as assistências de Alex Telles, a boa (e consistente) exibição de Otávio, a agilidade de Pepe ou a segurança de Marchesin. Infelizmente tenho de o gastar a criticar a arbitragem de Tiago Martins. Quem não assinala aquela grande penalidade sobre Otávio não está a fazer nada de bom no futebol. O jogador portista é explicitamente agredido à bofetada nas barbas do árbitro lisboeta e este, impávido e sereno, manda jogar. Árbitro sem qualidade e sem personalidade, mais parece uma marionete a arbitrar. A falta é de tal modo escandalosa que nem precisava do recurso ao VAR, António Nobre. Ainda assim este manteve-se em silêncio, compactuando com o seu colega de campo e sonegando pela terceira vez um penalti ao FC Porto. É, também, assim que se podem decidir campeonatos.