1. Depois de Alvalade, Moreira de Cónegos. Foram dois os “borregos” mortos pelo FC Porto em menos de uma semana. Depois da vitória frente ao Sporting por 1-2, agora foi a vez de derrotar o Moreirense por 2-4. São jogos que valem três pontos como os outros, mas julgo que estas vitórias reforçam os níveis de confiança da equipa portista, que, nesta altura, ainda está envolvida em todas as frentes.
  2. O FC Porto não entrou bem no jogo; sofreu muito cedo um golo que resultou de uma perda de bola injustificável no meio campo – até aceito o desentendimento entre os dois jogadores, custa-me mais aceitar o facto de nenhum deles se ter preocupado em ficar ou recuperar a bola – o que acabou por intranquilizar a equipa, que levou algum tempo a recompor-se. Depois de Sérgio Conceição ter corrigido algumas posições (passando do 4.3.3 para o mais habitual 4.4.2), a equipa reencontrou-se, melhorou e foi capaz de dar a volta ao marcador, passando a vencer por 1-2.
  3. Se um golo caricato incomoda muita gente, dois incomodam muito mais. Mesmo antes do intervalo o FC Porto deixa-se empatar de novo, voltando a sofrer um golo, no mínimo, estranho. Curiosamente este golo não afectou tanto a equipa como o primeiro. O início da segunda parte pertenceu ao FC Porto mas o jogo começou a emperrar. O treinador portista não perdeu tempo e, ainda antes dos 60 minutos, fez a substituição que viria a ser decisiva para a vitória: a entrada de Luís Diaz para o lugar de Uribe.
  4. A bola andava longe da área do Moreirense e começavam a faltar ideias ao jogo portista. Danilo e Uribe, nesta altura, eram redundantes (acho que a sua utilização conjunta não se justifica na maior parte dos jogos do campeonato) e com a entrada de Diaz, e a passagem de Otávio para o miolo, o FC Porto passou a ser mais criativo e mais incisivo no ataque à área adversária. Luís Diaz tem jogo exterior, jogo interior e tem golo. O colombiano marcou o terceiro e decisivo golo e construiu a jogada que terminou no golo monumental de Corona.
  5. O mexicano fez, de resto, mais uma soberba exibição, com um golo, uma assistência e um penalti sofrido; Soares continua de pontaria afinada e marcou oito golos nas últimas seis vezes que foi titular (leva 12 marcados na temporada); Luís Diaz marcou o terceiro golo na Liga (mas o décimo na época); Nakajima vai crescendo e ganhando influência no jogo portista; e Otávio tem naquela posição (de pensador, estratega e obreiro do início da construção ofensiva) o seu lugar natural neste FC Porto.