1. O FC Porto cumpriu a sua obrigação e venceu o Gil Vicente por 2-1. Os três pontos eram, de facto, o mais importante. A boa exibição fica para uma próxima oportunidade.

2. Com vários jogadores lesionados (Pepe, Nakajima, Zé Luís, Danilo e, agora, Aboubakar) e promovendo cinco alterações no onze inicial, o jogo teve algumas dificuldades em assentar e começar a fluir.

3. A primeira parte não deixou boas recordações e de positivo teve apenas a rápida reacção ao golo sofrido. Golo esse inadmissível numa equipa como a do FC Porto. Que falha de marcação!

4. Talvez moralizados por essa reacção ao golo sofrido, que os próprios jogadores consideraram fundamental, o rendimento da equipa subiu na segunda parte. Mais confiança, mais certeza no passe, maior dinâmica, mais oportunidades. O golo da vitória surgiu com naturalidade e mais um ou outro podia ter aparecido.

5. Ao contrário de outros encontros, em que o jogo pelas alas tem sido decisivo, o segredo desta vitória esteve na qualidade dos médios e no jogo interior. Sérgio Oliveira, Uribe, Romário Baró e Vítor Ferreira foram os jogadores mais preponderantes no jogo colectivo e foram eles os responsáveis pelas melhores fases da equipa, pelas melhores oportunidades e pelos golos. Que bom é ver a escola portista em acção! A qualidade de Vítor Ferreira não engana e só tenho pena de não podermos ver o Tomás Esteves em acção. Não deve andar longe de ser a melhor opção para aquele lugar.